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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Aprender a ser político

Cem jovens vão estar uma semana em Castelo de Vide a receber formação política. A Universidade de Verão (UV) é uma iniciativa do PSD que todos os anos antes da ‘rentrée’ política reúne a família social-democrata nesta vila do distrito de Portalegre para aquilo que considera o “rejuvenescimento político do partido”. Aprender a ser social-democrata é o objectivo-base para aqueles que com esta iniciativa pretendem, através das conferências e debates ensinar aos mais jovens militantes os valores incutidos pela corrente política predominante no partido.

29 de agosto de 2006 às 00:00

Em cada conferência, convenção ou debate, dez grupos de dez jovens cada serão obrigados a participar de forma activa para que no final da semana todos o tenham feito pelo menos uma vez. Como intervir, os temas das perguntas aos formadores, e até um brinde ao jantar serão avaliados. A nota final será atribuída consoante toda e qualquer participação na actividade formativa. Os dez melhores serão posteriormente informados da sua classificação.

Enquanto se encontram em “tempo de aulas”, estes cem jovens estão sujeitos a uma série de regras a fim de respeitar “a seriedade, o trabalho e o espírito de grupo”. O ser pontual, o querer saber mais, o ter vontade, o ser solidário e o ser construtivo são as regras básicas dos que “abdicaram de uma semana de férias para investir na sua formação política”, de acordo com Carlos Coelho, eurodeputado e director da UV. Depois, para cada sessão diferente há regras específicas.

SOBRINHO DE SÁ CARNEIRO

Tiago Sá Carneiro, é sobrinho neto do histórico líder dos sociais-democratas, Francisco Sá Carneiro. Aos 22 anos é militante do PSD há cerca de um ano e dirigente associativo na UTAD onde está a tirar o curso de Engenharia Civil.

Diz não se ter interessado pela política devido às raízes familiares, mas é um interessado pelo percurso do seu tio-avô. Está na Universidade de Verão “para investir na sua formação política e para conviver”. Decidiu candidatar-se por ter tido conhecimento de experiências anteriores de alguns amigos. Ele foi um dos cem seleccionados, cerca de 300 ficaram de fora.

Os participantes têm idades entre os 16 e os 30 anos, vêm de todas as concelhias do País e tiveram que passar por um processo de selecção até poderem assistir às aulas da Universidade de Verão 2006.

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