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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Aprovado projeto do PS que cria suplemento de agente único de transportes coletivos

Proposta da bancada socialista cria um suplemento remuneratório calculado em função da remuneração base dos trabalhadores.

17 de junho de 2026 às 14:02

Uma proposta do PS para criar um suplemento de 25% para os trabalhadores que exercem a função de agente único nos transportes públicos, como motoristas e funcionários de venda de bilhetes, foi esta quarta-feira aprovada na especialidade.

Durante os trabalhos da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), foi também aprovado na especialidade um projeto de resolução do Chega que recomenda ao Governo a criação da carreira especial de Agente Único de Transportes Coletivos, com estatuto próprio e valorização remuneratória adequada.

Os dois diplomas foram aprovados com os votos favoráveis do PS e do Chega. O PSD votou contra ambas as iniciativas.

A proposta da bancada socialista cria um suplemento remuneratório calculado em função da remuneração base dos trabalhadores.

Com esta medida, o PS pretende "corrigir a lacuna de valorização funcional criada por esta alteração, reconhecendo o evidente aumento de complexidade e responsabilidade do trabalhador que exerce estas funções através da criação de um suplemento remuneratório de 25% sobre a remuneração base, aplicável enquanto se mantiverem as funções e certificações exigidas", lê-se na explicação da proposta de lei.

"A execução das funções de Agente Único implica responsabilidades acrescidas de gestão de caixa e bilhética a bordo, de interação direta com o público, incluindo a resolução de conflitos num espaço confinado e por vezes marcado por especial tensão entre utentes, de garantia de segurança operacional e de aplicação de procedimentos de emergência, estando sujeitos a formação e certificação obrigatória e exigente, com renovação a cada cinco anos, atestando a qualificação específica para o desempenho de um complexo de funções como o seu", assinala o PS.

Já o projeto do Chega determina que a criação da carreira especial de Agente Único de Transportes Coletivos deve incluir "exigência de formação e certificações específicas como condição de acesso, reconhecimento da natureza especializada e de risco das funções, grelha salarial ajustada às responsabilidades e cargas horárias (incluindo turnos e noturnos), atualização da tabela salarial com base na praticada até 2008, devidamente corrigida com os aumentos legais e inflação média acumulada até 2025".

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