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Correio da Manhã

Política
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Armas G3 vão ser substituídas

São armas com história, mas têm os dias contados nos próximos seis anos. Os C-130 também serão renovados por aeronaves da Embraer.
Cristina Rita 24 de Dezembro de 2014 às 19:44
AS G3 fazem parte das cerimónias militares em todos os ramos das Forças Armadas
AS G3 fazem parte das cerimónias militares em todos os ramos das Forças Armadas FOTO: Cosme Durão

O Governo aprovou ontem a revisão da Lei de Programação Militar (LPM), que não era alterada desde 2009. Na lista de mudanças, apurou o CM, está a substituição da G3, uma arma sobretudo usada pelo Exército, mas que faz parte da história das Forças Armadas e das memórias de muitos portugueses que combateram no Ultramar.

A ideia de substituir esta arma não é nova, arrasta-se há cerca de dez anos, mas não foi concretizada. Segundo o diploma, com prazo de programação para seis anos, a nova LPM dará início à substituição destas armas, não sendo de excluir a venda das G3 existentes antes de se avançar para a compra de novo armamento. Na programação do Governo está também a substituição da frota dos C-130 por aeronaves da Embraer – os K-390. Porém, a mudança não será imediata.

O CM sabe que no plano se inclui a aquisição das viaturas táticas ligeiras 4X4 para o Exército que podem destronar alguns chaimites. Contudo, a lista de compras do Governo ainda não foi, sequer, enviada ao Parlamento, onde estas e outras alterações serão debatidas.

Em aberto está ainda a aquisição de um navio logístico – o ‘Siroco’ –, que a marinha francesa pode vender em segunda mão por 80 milhões de euros.

De acordo com informações recolhidas pelo CM, o ministro da Defesa, Aguiar-Branco, não informou os partidos, da maioria e da oposição, sobre a LPM, uma prática que contraria a tradição de alguns dos seus antecessores, numa lei que tem garantido o consenso político.

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