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Augusto Silva Pereira e Santos Silva avisam PSD que se excluir PS do TC terá que lidar com consequências

Santos Silva advertiu que se os sociais-democratas decidirem "trair o chão comum da democracia portuguesa", que é o seu ordenamento constitucional", o PS irá defendê-lo.

28 de março de 2026 às 22:57

Os socialistas Augusto Santos Silva e Pedro Silva Pereira avisaram este sábado o antigo presidente da Assembleia da República Augusto Santos Silva foi o primeiro a deixar este alerta, salientando que é de "extrema importância" a escolha que o PSD fizer nesta matéria.

"Tem que ficar claro nestes dias que a escolha que o PSD venha a fazer tem consequências. Se o PSD quiser passear de braço dado com a extrema-direita na rua é escolha dele. Mas sabe que o PS estará do outro lado da rua", avisou.

Santos Silva advertiu que se os sociais-democratas decidirem "trair o chão comum da democracia portuguesa", que é o seu ordenamento constitucional", o PS irá defendê-lo.

O socialista rejeitou ainda acusações de falta do diálogo por parte do PS, dando como exemplo as tentativas do partido de dialogar com o executivo em várias áreas desde a Defesa, à saúde ou justiça.

"Não se venha dizer que somos nós que cortamos as pontes, que ameaçamos acabar com o diálogo", frisou.

Santos Silva disse ainda que para resolver os problemas dos portugueses, o PS tem que ser "um partido de Governo" e para isso precisa de desenvolver uma "alternativa consistente, com novas ideias e novos protagonistas".

"É sendo hoje um partido de oposição, que podemos ser amanhã um partido de Governo", sublinhou, defendendo que o executivo PSD/CDS "merece oposição", seja na reforma laboral ou na política de imigração "injusta e desumana".

De seguida, o socialista Pedro Silva Pereira, ex-ministro e antigo eurodeputado, foi ainda mais longe, acusando o Governo de mentir.

"O PS não pode ignorar que o Governo e o PSD fizeram uma escolha: transformar o Chega no parceiro de Governo. O «não é não» que Montenegro apregoou na campanha, revelou-se uma mentira aos portugueses", atirou.

Pedro Silva Pereira defendeu também que esta "coligação informal" ameaça estender-se à composição do Tribunal Constitucional.

"Só haverá um juiz do Chega se o PSD quiser. Mas se fizer a sua escolha, terá que assumir as consequências do que ela significa. O PS só pode responder constatando a evidência: o PSD fez a sua escolha, pois que faça boa viagem. O PS fará o seu caminho", afirmou.

O socialista alertou que o Chega "não é um partido como os outros em matéria constitucional", por rejeitar a Constituição e o atual regime, e que este facto "é de uma gravidade que o PS não pode ignorar".

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