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AUTO-ESTIMA A MAIS

"A impunidade é o resultado da auto--estima". A frase é de Vasco Pulido Valente numa conferência realizada ontem para falar sobre um Portugal mais positivo, à procura da sua auto-estima. Coube-lhe a tarefa de abrir o debate a pedido de Marcelo Rebelo de Sousa. Depressa se percebeu que o orador não partilhava das ideias do movimento 'Portugal Positivo' que partiu de uma outra iniciativa, a Missão Portugal (apoiante de Barroso).

21 de maio de 2004 às 00:00

"Estou um bocadinho fora desta visão do Mundo", avisou, à partida, Pulido Valente para depois dissertar sobre a história dos últimos 200 anos e de uma imagem atrasada de Portugal. Para o superar, recordou, todos os governos têm-se socorrido do discurso de modernização. Isto é, "uma imitação" dos estados modernos, insistiu Pulido Valente, acrescentando que o "imitador exagera sempre" E deu exemplos: a "ilha" de Salazar, uma "descolonização exemplar", onde nada restou, um PREC com um "socialismo copiado de Lenine". Todos os processos foram "sempre a falar de auto-estima". Nem Cavaco escapou. "O dr. Cavaco Silva tinha o hábito de falar no homem novo português", lembrou Pulido Valente. Perante a sala lançou um desabafo em jeito de desafio. "Não sei o que é feito do homem novo, não sei se ele está aqui".

Na sua longa intervenção, Pulido Valente deixou claro que o motor das sociedades não é o da Educação, mas o dos mercados.

A seu lado participaram Marcelo Rebelo de Sousa, António Borges, Inês Pedrosa e os organizadores Graça Proença de Carvalho e João Sequeira.

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