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BE acusa Chega de contradição por gritar "contra tachos" e agora priorizar lugares no Estado

José Manuel Pureza acusa "direita e extrema-direita de levar o país a uma crise institucional".

19 de março de 2026 às 12:48

O coordenador do BE acusou esta quinta-feira o Chega de "profunda contradição" por ter como prioridade discutir os seus lugares no Estado depois de sempre gritar "contra tachos", acusando "direita e extrema-direita de levar o país a uma crise institucional".

"Não deixa de ser muito relevante que um partido como o Chega, que foi debitando com alta intensidade o seu combate contra tachos, agora seja a sua principal prioridade discutir lugares no Estado. E, portanto, quero registar essa profunda contradição", respondeu José Manuel Pureza aos jornalistas à saída da audiência com o Presidente da República, António José Seguro.

Quanto ao impasse para a eleição dos órgãos externos da Assembleia da República, o líder bloquista considerou que a "direita e extrema-direita estão a levar o país a uma crise institucional, a um impasse institucional que faz mal à democracia"

"Da nossa parte, teremos nesta matéria duas balizas que são fundamentais. Primeiro lugar, a de que os juízes do Tribunal Constitucional, por definição, sejam defensores da Constituição, existem para isso, têm essa função, julgar as leis à luz da Constituição. Não é entendível que não sejam defensores da Constituição", defendeu.

Para o BE é também necessário que "sejam pessoas com idoneidade profissional e idoneidade cívica para, naturalmente, desempenharem um cargo que é da maior importância".

"Volto a sublinhar: não deixa de ser caricato que um partido que tanto gritou contra tachos não faça agora outra coisa senão assumir como prioridade, precisamente, os tachos", insistiu.

Pureza disse que transmitiu a Seguro "que é absolutamente necessário que haja muito maior ambição por parte do Governo na criação de uma estratégia de combate ao custo de vida do que aquela que até agora foi indicada".

"O segundo aspeto muito importante tem a ver com o pacote laboral. Nós tivemos a ocasião também de conversar com o senhor Presidente da República a este respeito e de lhe dizer aquilo que é a nossa posição, naturalmente, de que está em causa, através do chamado pacote laboral, da questão da diminuição dos direitos de quem trabalha, está em causa a paz social no nosso país", acrescentou.

Na perspetiva do bloquista, "todos os atores políticos, incluindo naturalmente à cabeça o Presidente da República, têm aqui uma responsabilidade grande que é a de acautelar a paz social, acautelar a saúde da democracia" ao contrariar "esta intenção que o Governo quer fazer impor que é a de alterações muito gravosas à lei do trabalho".

"Não se trata de uma questão de tranquilidade, trata-se de, da nossa parte, com a maior lealdade que merece a relação com o Presidente da República, de explicitar aquilo que são as nossas orientações, o Presidente da República ouviu e ouviu com atenção aquilo que lhe transmitimos e, portanto, estamos em crer que será naturalmente sensível", apontou.

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