Se era tão preciso um gesto e uma palavra de solidariedade e de empatia, foi das pessoas, das comunidades, das populações que elas vieram, não vieram do Governo", criticou o coordenador do BE.
O coordenador do BE, José Manuel Pureza, acusou este sábado o Governo de ter tido uma "falha brutal" na forma como se preparou e reagiu à tempestade Kristin e de falta de "empatia e solidariedade" nos dias que se seguiram.
No final da reunião da Mesa Nacional do Bloco, o órgão máximo do partido entre convenções, Pureza quis centrar-se apenas neste tema, deixando uma palavra de solidariedade para com as vítimas desta depressão e de respeito a todos os elementos da proteção civil no terreno, destacando ainda a "empatia e solidariedade" das populações.
"Solidariedade e empatia que faltaram ao Governo. Se era tão preciso um gesto e uma palavra de solidariedade e de empatia, foi das pessoas, das comunidades, das populações que elas vieram, não vieram do Governo", criticou.
O coordenador do BE acusou o executivo PSD/CDS-PP de não ter encarado os avisos e alertas de terça-feira, antes da depressão Kristin, "com a seriedade e com a capacidade de resposta que um Governo competente deveria ter" e recordou o discurso destes partidos na oposição.
"O PSD foi fazendo ao longo dos anos uma campanha sistemática de denúncia daquilo a que chamou falhas do Estado - o Estado a falhar aqui, o Estado a falhar aqui - e agora isso abate-se totalmente sobre o governo do PSD e do CDS. Trata-se claramente de uma falha e de uma falha brutal", acusou.
E acrescentou que, perante as consequências trágicas para pessoas e territórios, "não há cosmética que valha".
"Os vídeos para as redes sociais ou a desculpa de que se trabalha no recato da invisibilidade não valem de nada neste contexto, há uma falha evidente por parte do Governo", insistiu, numa crítica implícita aos ministros da Presidência e da Administração Interna.
O coordenador do BE considerou ainda existir uma estratégia por parte do primeiro-ministro, Luís Montenegro, de remeter a reparação das pessoas prejudicadas por esta calamidade "para a esfera privada, para a esfera de cada um", nomeadamente as companhias de seguros.
Pureza defendeu que "a assunção de responsabilidades" públicas e governamentais deve ser a prioridade do Conselho de Ministros extraordinário que o Governo marcou para domingo.
"A primeira coisa que tem que resultar são apoios muito concretos e imediatos às comunidades mais afetadas por esta calamidade", disse, incluindo aqui a reposição de eletricidade, água e comunicações, que têm tido "uma demora excessiva" por parte dos operadores privados.
Já sobre a sugestão do Presidente da República para que se crie uma comissão independente no parlamento para avaliar a resposta à depressão Kristin, Pureza admitiu que poderá ser útil, mas apenas se depois forem retiradas consequências para o futuro e alteradas as políticas públicas.
"O apuramento servirá de pouco se não significar uma correção muito clara daquilo que são políticas para o território, para as comunidades, para a forma como se processa a ocupação da terra, para tudo aquilo que alimenta as alterações climáticas", afirmou.
O coordenador do BE apelou a que, depois desta tragédia, se reforce efetivamente o investimento na qualificação dos territórios e dos serviços.
"O Bloco crê que é muito importante mobilizar toda a sociedade portuguesa - as pessoas, a ciência, as profissões, as empresas, as correntes de opinião - para um debate sério sobre as alterações climáticas, sobre os seus efeitos, sobre o modelo económico e social que acentua os seus efeitos, sem nenhum tipo de negacionismo", apelou.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No concelho da Batalha, distrito de Leiria, um outro homem de 73 anos morreu este sábado ao cair de um telhado quando estava a reparar as telhas.
O coordenador do BE, José Manuel Pureza, acusou este sábado o Governo de ter tido uma "falha brutal" na forma como se preparou e reagiu à tempestade Kristin e de falta de "empatia e solidariedade" nos dias que se seguiram.
No final da reunião da Mesa Nacional do Bloco, o órgão máximo do partido entre convenções, Pureza quis centrar-se apenas neste tema, deixando uma palavra de solidariedade para com as vítimas desta depressão e de respeito a todos os elementos da proteção civil no terreno, destacando ainda a "empatia e solidariedade" das populações.
"Solidariedade e empatia que faltaram ao Governo. Se era tão preciso um gesto e uma palavra de solidariedade e de empatia, foi das pessoas, das comunidades, das populações que elas vieram, não vieram do Governo", criticou.
O coordenador do BE acusou o executivo PSD/CDS-PP de não ter encarado os avisos e alertas de terça-feira, antes da depressão Kristin, "com a seriedade e com a capacidade de resposta que um Governo competente deveria ter" e recordou o discurso destes partidos na oposição.
"O PSD foi fazendo ao longo dos anos uma campanha sistemática de denúncia daquilo a que chamou falhas do Estado - o Estado a falhar aqui, o Estado a falhar aqui - e agora isso abate-se totalmente sobre o governo do PSD e do CDS. Trata-se claramente de uma falha e de uma falha brutal", acusou.
E acrescentou que, perante as consequências trágicas para pessoas e territórios, "não há cosmética que valha".
"Os vídeos para as redes sociais ou a desculpa de que se trabalha no recato da invisibilidade não valem de nada neste contexto, há uma falha evidente por parte do Governo", insistiu, numa crítica implícita aos ministros da Presidência e da Administração Interna.
O coordenador do BE considerou ainda existir uma estratégia por parte do primeiro-ministro, Luís Montenegro, de remeter a reparação das pessoas prejudicadas por esta calamidade "para a esfera privada, para a esfera de cada um", nomeadamente as companhias de seguros.
Pureza defendeu que "a assunção de responsabilidades" públicas e governamentais deve ser a prioridade do Conselho de Ministros extraordinário que o Governo marcou para domingo.
"A primeira coisa que tem que resultar são apoios muito concretos e imediatos às comunidades mais afetadas por esta calamidade", disse, incluindo aqui a reposição de eletricidade, água e comunicações, que têm tido "uma demora excessiva" por parte dos operadores privados.
Já sobre a sugestão do Presidente da República para que se crie uma comissão independente no parlamento para avaliar a resposta à depressão Kristin, Pureza admitiu que poderá ser útil, mas apenas se depois forem retiradas consequências para o futuro e alteradas as políticas públicas.
"O apuramento servirá de pouco se não significar uma correção muito clara daquilo que são políticas para o território, para as comunidades, para a forma como se processa a ocupação da terra, para tudo aquilo que alimenta as alterações climáticas", afirmou.
O coordenador do BE apelou a que, depois desta tragédia, se reforce efetivamente o investimento na qualificação dos territórios e dos serviços.
"O Bloco crê que é muito importante mobilizar toda a sociedade portuguesa - as pessoas, a ciência, as profissões, as empresas, as correntes de opinião - para um debate sério sobre as alterações climáticas, sobre os seus efeitos, sobre o modelo económico e social que acentua os seus efeitos, sem nenhum tipo de negacionismo", apelou.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No concelho da Batalha, distrito de Leiria, um outro homem de 73 anos morreu este sábado ao cair de um telhado quando estava a reparar as telhas.
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