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BE defende que Governo deve controlar preço dos bens essenciais

José Manuel Pureza pede que a ASAE fiscalize "práticas abusivas de obtenção de lucros absolutamente inaceitáveis".

20 de março de 2026 às 13:47

O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, defendeu esta sexta-feira que o Governo deve controlar o preço dos bens essenciais e colocar a ASAE a fiscalizar "práticas abusivas de obtenção de lucros absolutamente inaceitáveis".

"Precisamos ter uma atitude muito mais arrojada neste momento e isso passa por, agora e não nas calendas gregas, haver um controlo dos preços dos bens essenciais, a começar pelos combustíveis. O governo tem essa obrigação de tabelar os preços dos combustíveis e dos bens essenciais para a sobrevivência da generalidade das famílias", destacou.

As declarações de José Manuel Pureza à comunicação social decorreram em plena rotunda da Casa do Sal, numa das entradas da cidade de Coimbra, onde está colocado um 'outdoor' do BE onde se lê "Quem paga a fatura? A maioria de costume".

"Nada temos contra o apoio à botija de gás das famílias mais pobres, claro que não somos contra isso. Não somos contra a diminuição do preço do gasóleo profissional para empresas de transportes que nos levam aos sítios onde precisamos de estar, mas nós precisamos ter uma atitude muito mais arrojada", referiu, em alusão ao conjunto de medidas anunciadas pelo Governo.

O líder do BE disse ainda que, perante a subida do preço dos bens essenciais por causa da guerra no Irão, o Governo tem que "fazer aquilo que é indispensável" e colocar a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) no terreno "a fiscalizar práticas abusivas de obtenção de lucros absolutamente inaceitáveis à custa da aflição da vida das pessoas no seu quotidiano para pagarem as coisas".

"Trata-se de haver um controlo para que as margens de lucro sejam margens que não sejam de extorsão daquilo que é a capacidade das pessoas poderem pagar. E, portanto, isso tem a ver com uma atitude mais firme", sustentou.

Pureza recordou ainda que o Governo já tinha admitido fazê-lo na resposta às tempestades, para evitar que materiais de construção e outros bens essenciais fossem comercializados com grandes margens de lucro.

"O BE acha que, nesta circunstância, isso se tem que exigir. Mas volto a dizer, no essencial é uma determinação muito maior de utilizar a via fiscal que o Governo ontem [quinta-feira] anunciou: certamente apoios diretos ao preço de determinados produtos, mas é preciso muito mais que isso nesta fase de absoluta subida vertiginosa dos preços, que tornam a vida das famílias completamente impossível", concluiu.

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