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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

BE propõe fim da PJ Militar após inquérito parlamentar ao roubo de Tancos

Atuação desta força foi considerada ilegal.

12 de junho de 2019 às 18:05

O BE é o único partido que assume a proposta de extinguir a Polícia Judiciária Militar (PJM), na sequência do inquérito parlamentar ao furto de Tancos, em que a atuação desta força foi considerada ilegal.

Partidos como o PCP e o PS sugerem, nas propostas de alteração ao relatório preliminar da comissão parlamentar de inquérito, em debate na próxima semana, que se altere a forma de nomeação do diretor da PJM, embora apontem soluções ligeiramente diferentes.

O deputado do PS, Ricardo Bexiga, sugeriu, no seu relatório preliminar, em 31 de maio, a possibilidade de nomear como diretor da PJ Militar um "jurista reconhecido, com experiência de investigação", podendo não ser militar.

A proposta é que "deve ser ponderada a nomeação, como diretor da PJM, de jurista reconhecido, com experiência de investigação", e que pode não pertencer à "estrutura militar", escolhido pelo primeiro-ministro e pelo ministro da Defesa Nacional por um período de cinco anos, "só renováveis uma vez".

Nas suas sugestões de alteração ao texto de Ricardo Bexiga, o BE sugere que a Assembleia da República recomende ao Governo que "pondere a extinção da Polícia Judiciária Militar, passando todas as suas funções e competências, no âmbito de polícia de investigação criminal, para a alçada da Polícia Judiciária".

Já o PCP propõe que "deve ser ponderada a nomeação, como diretor da PJM, de entre indivíduos, civis ou militares, com reconhecida formação e experiência na área da investigação criminal".

A comissão parlamentar de inquérito sobre as consequências e responsabilidades políticas do furto do material militar ocorrido em Tancos, proposta pelo CDS-PP, está em funções desde novembro de 2018 e o relatório é o último ato do inquérito ao caso que fez cair o chefe do Estado-Maior do Exército Rovisco Duarte e o ministro da Defesa Nacional Azeredo Lopes.

O furto de material de guerra foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017 e, quatro meses depois, a PJM revelou o aparecimento do material furtado, na região da Chamusca, a 20 quilómetros de Tancos, em colaboração com elementos do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

O processo de recuperação do material militar levou a uma investigação judicial em que foram detidos o agora ex-diretor da PJM.

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