Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
8

PCP e BE contra limite do défice

BE diz que não passou a ser defensor do Tratado Orçamental.
José Rodrigues 2 de Novembro de 2015 às 09:45
Catarina Martins, porta-voz do BE, juntou-se ao secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, na contestação ao cumprimento da meta do défice de 3% do PIB, com a qual o atual líder socialista, António Costa, está comprometido, já que o PS assinou, durante a liderança de António José Seguro, o Tratado Orçamental.

Depois de Jerónimo de Sousa ter admitido, em entrevista à SIC-N, dia 29 de outubro, uma revisão da meta do défice, dizendo: "porque é que tem de ser 3% e não 4%?" Catarina Martins declarou, em entrevista ao ‘DN’ de ontem, que no BE "não levamos muito a sério as metas da Comissão Europeia". E acrescentou: "O BE não passou a ser defensor do Tratado Orçamental".

Perante a posição dos dois partidos com os quais quer fazer uma acordo à esquerda, a estratégia do PS passa por tentar controlar as medidas que implicam um aumento da despesa pública. Efetivamente, o PCP e o BE propõem um aumento imediato do salário mínimo para 600 euros, mas ontem, Catarina Martins reconheceu que "seria demagógica se dissesse que acreditava que seria possível ter 600 euros em 2016, não é possível".

O PS tem defendido um aumento de 505 para 522 euros, pelo que em 2016 deverá ficar próximo deste valor. Comunistas e bloquistas defendem também o descongelamento imediato das pensões, mas Catarina Martins reconhece agora que só será possível ao longo da legislatura (4 anos). "Em 2016, só serão descongeladas as mais baixas", revelou. PCP e BE defendem ainda a devolução imediata dos cortes salariais dos trabalhadores da Função Pública, mas também aí o PS deverá travar-lhes o ímpeto, propondo um calendário mais alargado.


Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)