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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Bloco de Esquerda pressiona Costa com balcões da Caixa Geral de Depósitos

"É dever deste Governo orientar a ação do banco estatal para o interesse público", afirmou Catarina Martins.

21 de junho de 2018 às 09:36

A líder do BE desafiou o primeiro-ministro a dizer o que vai fazer o Governo para garantir a manutenção dos balcões da CGD, no debate quinzenal.

António Costa disse que não intervirá sobre as escolhas do banco público. A reunião em plenário ficou ainda marcada por uma dura troca de palavras entre Costa e a presidente do CDS.

"É dever deste Governo orientar a ação do banco estatal para o interesse público. Até agora, não ouvimos uma palavra do Governo sobre estes encerramentos", atirou Catarina Martins numa alusão aos cerca de 70 balcões que a Caixa está a fechar.

Costa explicou que a injeção de capital no banco impôs um plano de reestruturação e lembrou que todos conhecem "os remédios que foram impostos" à CGD por Bruxelas.

Já Assunção Cristas, que no anterior Executivo PSD/CDS-PP teve o dossiê da nova Lei das Rendas enquanto ministra da Agricultura, questionou Costa sobre os preços praticados na "renda acessível".

Recordando o passado da ex-governante, o primeiro- –ministro acusou-a de ter provocado uma "calamidade social".

"Como presidente da Câmara de Lisboa fui ao seu gabinete e recordo-me do desprezo com que me recebeu a mim e à deputada Helena Roseta, ignorando tudo o que lhe dissemos que ia acontecer", atirou Costa.

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