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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Candidato do PDR em Lisboa sem medo de ter poucos votos no domingo

"Queremos que as pessoas possam dizer aquele partido apresentou aquela ideia, que era boa para a cidade", disse Bruno Fialho.

24 de setembro de 2021 às 19:30

O candidato do Partido Democrático Republicano (PDR) à presidência da Câmara de Lisboa fez esta sexta-feira um balanço "muito positivo" da campanha, ressalvando que não tem "medo" de ter poucos votos porque o mais importante foi ter apresentado ideias.

"Nós não temos medo de ter poucos votos ou não temos a ambição de ter muitos. O que queremos é que as pessoas no futuro possam dizer aquele partido apresentou aquela ideia, que era boa para a cidade", afirmou Bruno Fialho, em declarações esta tarde à agência Lusa.

O cabeça de lista do PDR à Câmara Municipal de Lisboa dedicou o último dia de campanha a uma ação na Praça do Martim Moniz, para contestar a ciclovia construída na Avenida Almirante Reis.

A pequena comitiva que acompanhava Bruno Fialho pretendia ocupar as duas ciclovias da Rua da Palma até ao Largo do Intendente, mas não obteve autorização da PSP e da Polícia Municipal.

"A iniciativa pretendia chamar a atenção para o crime que são estas ciclovias. Nós não somos contra ciclovias, pois na Europa há ciclovias bem feitas, bem construídas, com segurança. Estas, como podemos ver, são inseguras, provocam danos à economia, nomeadamente aos comerciantes", apontou.

Segundo o candidato do PDR, "90% dos utilizadores das ciclovias são de trotinete" e que por isso o dinheiro investido nas ciclovias "deveria ter sido aplicado na mobilidade daqueles que não têm mobilidade".

"Eu apelava ao senhor Fernando Medina que metesse a mão na consciência. Não há qualquer problema em dizer que erramos. Retificar um erro é algo de homem", sublinhou.

Ainda em jeito de balanço sobre a campanha, Bruno Fialho lembrou o facto de o partido ter sofrido "alterações profundas", com saída da presidência do fundador (António Marinho e Pinto).

"O objetivo era criar bases sustentáveis para o futuro. Participamos em 22 concelhos, mais do que há quatro anos. O nosso partido não morreu, como estava vaticinado. Está em crescimento", acrescentou.

Concorrem à presidência da Câmara de Lisboa Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), João Ferreira (PCP), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Líber (movimento Somos Todos Lisboa).

As eleições para os cidadãos escolherem a configuração de executivos municipais, assembleias locais e juntas de freguesia estão marcadas para domingo.

Em Portugal, há 308 municípios (278 no continente, 19 nos Açores e 11 na Madeira) e 3.092 freguesias (2.882 no continente, 156 nos Açores e 54 na Madeira).

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