Presidente do PS defendeu que vai ser necessário não só concretizar as reformas que constam no programa de Governo.
O presidente do PS, Carlos César, alertou, este sábado, que 2023 vai ser um "ano difícil", defendendo que será necessário seguir "com atenção" a situação das pessoas mais frágeis e advertindo que os socialistas não podem "perder a ambição".
Numa mensagem vídeo que enviou ao XXIII Congresso da Juventude Socialista, que decorre até domingo em Braga, Carlos César alertou que 2023 será um ano em que o Governo do PS se irá confrontar "certamente com novos desafios".
"Depois de importantes sucessos que alcançámos este ano, designadamente os bons resultados obtidos nos índices do emprego e o crescimento económico acima de todas as previsões (...), teremos um ano difícil à nossa frente", advertiu Carlos César.
Para responder a estes desafios, o presidente do PS defendeu que vai ser necessário não só concretizar as reformas que constam no programa de Governo, "como também seguir com a maior atenção a evolução da economia empresarial e a condição das pessoas e das famílias em situação mais frágil" para, "se for o caso, com oportunidade e na intensidade requerida", implementar "medidas adicionais de apoio".
Na ótica de Carlos César, numa altura em que o país e o Governo estão empenhados "em recuperar dos bloqueios e das desigualdades agravadas com a pandemia e com as sequelas da guerra no leste europeu", o PS não pode "perder de vista o combate pela sociedade melhor" que ambiciona construir.
"As medidas que têm sido tomadas pelo nosso Governo, dirigidas às atividades económicas e às famílias, que foram reforçadas domínios do apoio social - e muito bem - na semana que agora finda, são prova de um empenhamento que só encontra limite na fronteira das possibilidades, das obrigações orçamentais e dos recursos do país", frisou.
Deixando críticas aos restantes partidos, Carlos César sublinhou que "da maior parte da oposição partidária, da esquerda à direita, incluindo do maior partido da oposição, sempre envolvido nas suas lutas internas", o PS já sabe o que pode esperar.
"Pouco se aproveita da sua tendência contínua para a litigância e da sua tendência para destruir e, entre os mais radicais, da sua disputa pelos troféus do radicalismo, das discriminações negativas e da maledicência. Oxalá todos estivessem mais preocupados em ajudar o país e menos em combater o PS", disse.
Apesar disso, Carlos César salientou que o PS conta com a "intervenção crítica e empreendedora dos parceiros sociais e de todas as forças políticas e cidadãos de boa vontade", assim como daquela que qualificou como "a maior organização política de juventude" de Portugal, em referência à JS.
Neste discurso, o presidente do PS sublinhou que "não se espera nem se aspira a que a JS seja um corpo inerte, disciplinado e sossegado, nem um anexo ou um amanuense do PS, ou, ainda menos, um conforto ilusório para os jovens portugueses".
"Espera-se, aspira-se a que seja um movimento motriz de mudança, de elaboração e, sempre que necessário, de rotura com as indiferenças no presente e face ao futuro", sublinhou.
Carlos César manifestou a convicção de que, juntos, PS e JS irão conseguir ser "parte ativa do Portugal melhor que sempre" procuraram, afirmando que deve caber à JS "dar voz aos jovens desafios de todas as gerações".
"Foram, são e serão sempre lutas difíceis que a JS trava com coragem pessoal, física e cívica, mas serão lutas incessantes porque nos acompanharão enquanto houver ambição. E a JS, tal como o PS, estão proibidos de perder a ambição", vincou.
O XXIII Congresso Nacional da JS começou, este sábado, e encerra no domingo com um discurso do secretário-geral e primeiro-ministro, António Costa, após os 350 delegados eleitos -além de 150 delegados inerentes - votarem a única moção global de estratégia em debate, denominada "Tempo de agir", e cerca de 150 moções setoriais de resolução política.
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