Líder do PS falou com a presidente do parlamento moçambicano a importância da diplomacia parlamentar para ajudar a materializar os objetivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
O secretário-geral do PS afirmou esta segunda-feira, em Maputo, que o partido vai continuar a ser "um baluarte" para moçambicanos que procuram em Portugal oportunidades de emprego e formação, admitindo haver ainda "obstáculos" a remover na mobilidade na CPLP.
Em declarações aos jornalistas no final de um encontro com a presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, o líder socialista José Luís Carneiro, que se fazia acompanhar pelo deputado do PS Eurico Brilhante Dias, disse terem sido passados em revista os progressos da cooperação.
"São mais de 1.200 jovens que estudam nas universidades e nas instituições de ensino superior em Portugal e nós reiteramos à presidente da Assembleia da República que continuaremos a ser um baluarte na defesa daqueles que procuram Portugal para estudar, para investir e para contribuírem para o desenvolvimento económico e social do nosso país", disse Carneiro.
Esta defesa é feita pelo PS em benefício da promoção da língua, da cultura e da história comum, tendo em vista garantir que esses alicerces contribuam para uma maior cooperação no contexto de desenvolvimento, explicou Carneiro, acrescentando que esse trabalho será igualmente desenvolvido no parlamento português.
"Nós temos cerca de 40 mil portugueses registados nos nossos serviços consulares e diplomáticos e, naturalmente, estes instrumentos de cooperação, de proteção social e de proteção da mobilidade são essenciais para estes trabalhadores, para estes empresários e também para os investidores que reciprocamente procuram ter garantias para esse investimento", afirmou o líder do PS.
O líder do PS falou com a presidente do parlamento moçambicano a importância da diplomacia parlamentar para ajudar a materializar os objetivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sobretudo na promoção das metas políticas da organização e na defesa da língua comum e da cultura que constituem os seus principais alicerces.
Neste sentido, afirmou que já foram dados passos importantes no quadro da mobilidade na CPLP, nomeadamente ao nível dos protocolos de cooperação, mas admitiu que "obstáculos" que importa remover.
"Os parlamentos nacionais devem continuar a pugnar, devem continuar a trabalhar para remover alguns dos obstáculos que ainda se colocam aos cidadãos que procuram nessa mobilidade oportunidades de vida, oportunidades de estudo, oportunidades de investimento e de criação de riqueza para cada uma das comunidades que integram o conjunto que faz a comunidade dos países de língua portuguesa", defendeu José Luís Carneiro.
"Ficou, portanto, uma disponibilidade para que agora, nas frentes parlamentares, quer no âmbito dos grupos de amizade entre Portugal e Moçambique, quer no âmbito dos deputados que atuam na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, quer ainda na União Interparlamentar, que são as três grandes dimensões da cooperação parlamentar, os nossos deputados trabalhem em conjunto para desenvolver esses instrumentos institucionais de cooperação multilateral", acrescentou.
Sobre as novas leis que endurecem medidas migratórias em Portugal e sobre a situação dos moçambicanos, José Luís Carneiro disse que o PS tem dialogado com várias instituições da CPLP para compreender como as alterações às leis da nacionalidade e dos estrangeiros "podem ou não" perturbar a liberdade de circulação e a mobilidade dos cidadãos da comunidade.
"É um tema ao qual nós temos prestado muita atenção (...). Os cidadãos de Moçambique em Portugal e os cidadãos portugueses em Moçambique contam com a nossa sensibilidade e com a nossa palavra política para que, na Assembleia da República, possamos defender os seus legítimos interesses", disse.
O secretário-geral do PS elogiou também as relações entre Portugal e Moçambique, salientando que os dois povos vivem "alegrias e tristezas comuns".
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