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Protestos pela Habitação voltam hoje à rua e enchem as duas principais cidades portuguesas

Manifestantes vão continuar a lutar pelo direito à habitação. Porto e Lisboa terão marchas no centro. Em Évora prometem sair à rua para "mexer mais com o normal funcionamento da cidade".

24 de outubro de 2026 às 01:30

Os protestos pela habitação não desarmam. Passadas duas semanas desde a primeira acampada, na Praça D. João I, no Porto, os manifestantes voltam este sábado às ruas. Além da Invicta (onde a marcha começa às 16h00, na Praça da Batalha), fazem-no também em Lisboa. Na capital, o protesto inicia-se na Praça do Marquês de Pombal, e descerá até ao Rossio, onde deverá chegar pelas 19h00. É aqui que, na última semana, os manifestantes se têm reunido e colocado tendas como símbolo da luta contra a crise da habitação. A perspetiva é que, além de quem tem acampado no Rossio, também alguns estudantes se juntem, após ações de mobilização levadas a cabo esta sexta-feira na Escola Artística António Arroio e no Liceu Camões, em Lisboa.

Entretanto, esta sexta-feira foi também dia de protesto. Em várias cidades, como Évora, os manifestantes reuniram-se, como nos últimos dias, na Praça do Sertório, em frente à câmara municipal. No local, estiveram cerca de 100 pessoas, com mensagens contra a crise na habitação. Na assembleia popular, realizada no final do protesto, decidiram que este sábado, às 18h00, estarão na Praça do Giraldo com o objetivo de "mexer mais com o normal funcionamento da cidade". Em Lisboa, o dia ficou marcado pela vigília em Marvila, de apoio a uma mãe viúva despejada.

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