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Carneiro pressiona Governo e apresenta um PS “reformista”

Líder do PS assume que lei laboral será rejeitada pelos socialistas se ficar como está.

30 de março de 2026 às 01:30

O secretário-geral do PS apontou, este domingo, falhas ao Governo de Luís Montenegro e assumiu-se como “a alternativa democrática e progressista”. Apresentou um PS “reformista” e a “casa comum de todos os humanistas que defendem os valores da Constituição”. “O PS é e continuará a ser a alternativa séria de Governo em Portugal. O grande partido da social-democracia”, afirmou José Luís Carneiro, no encerramento do 25.º Congresso Nacional do Partido Socialista, que decorreu em Viseu.

Ciente do papel na oposição, e apesar das críticas aos sociais-democratas, o líder dos socialistas mostrou disponibilidade em manter um diálogo com AD, referindo que será uma “oposição responsável, construtiva para convergir com o Governo nas matérias essenciais ao interesse nacional”. “Não procuramos de instabilidade política, mas não ficaremos em silêncio”, assegurou, traçando como linha vermelha a reforma da lei laboral “tal como foi até agora apresentada”. Ainda assim, disse estar disponível para negociar alterações à legislação, mas de modo a garantir condições de trabalho mais seguras, empregos de qualidade, enfrentar os desafios das transições digital e verde, e combatendo a desigualdade salarial entre homens e mulheres.

Insistindo na ideia de um PS “reformista, talvez o mais reformista partido em Portugal”, Carneiro anunciou várias propostas para o País, considerando que “o Governo não está a trabalhar bem”.

“Queremos aumentar significativamente o parque público de habitação acessível, propor isenções de IRS e IRC para contratos com rendas acessíveis e garantir que 20% das rendas acessíveis fiquem abaixo da mediana do mercado”, enumerou, defendendo uma estratégia nacional que garanta, em dez anos, acesso universal a “habitação condigna”. Propôs ainda um programa de simplificação administrativa para reduzir custos de contexto das empresas e “um modelo de desenvolvimento que combine o crescimento económico com justiça social”, insistindo na “aceleração do aumento do salário mínimo”, no “aumento sustentado dos salários” e incentivos às empresas que apostem na qualificação.

Já no que diz respeito à Saúde, recuperou a ideia de criar “uma unidade de coordenação e gestão da emergência pré-hospitalar” e defendeu “um forte investimento nos cuidados domiciliários”, propondo que “os cuidados primários assumam que são o coração do SNS”.

"O PSD nunca se esquece do PS"

A ‘vice’ do PSD frisou que há abertura para o diálogo, referindo que o “PSD nunca se esquece do PS”. À saída do congresso socialista, Leonor Beleza considerou que o PS “tem alguma dificuldade em ver-se na oposição”, visível na forma como apresentaram as suas propostas. Sobre o impasse no Tribunal Constitucional, pediu discrição nas negociações, evitando tratar-se o assunto “com gritos”.

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