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Correio da Manhã

Política

Catarina Martins diz que MEL foi espelho da "desagregação em que a direita se encontra"

Para a líder do BE, a convenção do MEL não deu "nenhuma proposta para o país".
Lusa 27 de Maio de 2021 às 13:06
Catarina Martins
Catarina Martins FOTO: Mário Cruz / Lusa
A coordenadora bloquista, Catarina Martins, defendeu hoje que a convenção do Movimento Europa e Liberdade (MEL) foi o "espelho da absoluta incapacidade e da situação de desagregação em que a direita se encontra", sem "nenhuma proposta para o país".

O Movimento Europa e Liberdade (MEL) realizou entre terça e quarta-feira, em Lisboa, a sua III convenção, centrada na "reconstrução" do país, na qual se estreou nas intervenções o presidente do PSD, Rui Rio, que se juntou aos já repetentes líderes do CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal, tendo contado na plateia, mas sem discursar, com a presença do antigo primeiro-ministro e líder do PSD Pedro Passos Coelho.

Hoje, à margem de uma iniciativa em Alcochete, Setúbal, sobre os problemas sociais e ambientais da apanha de bivalves no estuário do Tejo, Catarina Martins foi questionada sobre este encontro.

"Eu não percebi muito bem. Foi anunciado um grande encontro das direitas sobre o futuro do país. Não foi nem encontro nem teve nenhuma proposta para o país", começou por responder.

Para a líder do BE, a convenção do MEL "foi o espelho da absoluta incapacidade e da situação de desagregação em que a direita se encontra".

No encerramento da convenção, na quarta-feira, Rui Rio lamentou que o secretário-geral do PS, António Costa, não "aproveite a oportunidade" de ter um líder da oposição que quer fazer reformas, acusando o Partido Socialista de ser "a corporização do sistema".

Já o presidente do CDS-PP defendeu que é necessária uma "direita forte" para enfrentar a esquerda, e rejeitou uma "obsessão pelo centro", considerando que "ser apenas do centro é querer ser tudo e o seu contrário".

O presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, avisou, por seu turno, o PSD que não conte com o seu partido para "fazer o jogo da esquerda", embora tenha dito estar disponível para colocar o seu crescimento "ao serviço da mudança".

O presidente do Chega, André Ventura, defendeu que Rui Rio "não tem conseguido fazer o seu papel de oposição à direita" e que a esquerda merece "pancada política" em vez de "bombons".

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