Paulo Núncio considerou que o país melhorou "em muitas áreas" e destacou desde logo a economia.
O líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, considera que o país está "muito melhor" com o atual Governo, que o partido integra, e que o executivo liderado por Luís Montenegro tem "bons resultados para apresentar".
"Podemos dizer com confiança que temos bons resultados para apresentar aos portugueses e o país está muito melhor do que esteve quando foi governado durante oito anos pelo PS", defendeu o deputado, assinalando que "este Governo e esta maioria têm um espírito reformista, um ímpeto reformista, uma agenda reformista".
O vice-presidente dos democratas-cristãos falava à agência Lusa a propósito do debate sobre o Estado da Nação, que está marcado para quinta-feira, no Parlamento.
Paulo Núncio considerou que o país melhorou "em muitas áreas" e destacou desde logo a economia.
"Tivemos dois excedentes orçamentais consecutivos sem aumentar um único imposto, a dívida pública está em mínimos históricos, pelo menos nos últimos 15 anos, o emprego também está em máximos históricos e os salários continuam a subir bem acima da média da OCDE", salientou.
O deputado do CDS-PP referiu também o setor social, indicando o aumento do Complemento Solidário para Idosos e a gratuitidade dos medicamentos para quem recebe este apoio.
"Foi possível reduzir a taxa de pobreza de 17% para 15%. São menos 119 mil pessoas em risco de pobreza, de todas as idades, mas em particular dos mais novos e dos mais idosos", referiu.
Paulo Núncio disse também que espera que o atual executivo possa chegar ao fim da legislatura, até 2029, "porque só governando é que é possível fazer reformas e só fazendo reformas é que é possível melhorar o país e melhorar a vida das pessoas".
"É muito importante que o país tenha estabilidade política", defendeu, pedindo "sentido de Estado e de responsabilidade" à oposição.
O líder parlamentar do CDS-PP referiu que "o Governo está comprometido com os portugueses relativamente a um programa eleitoral que foi sufragado pela maioria dos portugueses", "tem estado completamente focado no cumprimento desse programa e tem manifestado abertura para negociar com os vários partidos da oposição, em determinadas matérias tem sido com uns, em outras matérias tem sido com outros".
"O Governo não tem de definir e eleger parceiros preferenciais, os parceiros estão definidos, são os parceiros que incluem a AD, o PSD e o CDS. É essa maioria que está a governar e [tem] abertura para negociar com os vários partidos para cumprir o programa que temos com os portugueses", indicou.
Núncio acusou ainda PS e Chega de mostrarem "uma enorme instabilidade no seu comportamento" e "mudarem muitas vezes de opinião".
"Eu acho que o verdadeiro referencial de estabilidade continua a ser a AD, continua a ser o Governo. Os portugueses olham para esta maioria e veem uma maioria coesa, uma maioria com vontade de cumprir o programa de Governo, de reformar o país. Não contem connosco para que tudo fique na mesma", considerou.
Sobre as prioridades do CDS-PP para a próxima sessão legislativa, Paulo Núncio disse esperar que a duplicação das deduções de IRS a partir do terceiro filho, a lei que determina as bandeiras que podem ser hasteadas em edifícios públicos ou "o fim das terapias hormonais para mudança de sexo em crianças" possam entrar em vigor.
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