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PSD diz que problemas com exames nacionais não justificam "alarido da oposição"

Secretário-geral do PSD admitiu que a novidade do processo de digitalização dos exames nacionais do ensino secundário trouxe "algumas dificuldades".

15 de julho de 2026 às 07:34

O líder parlamentar do PSD considera que a recalendarização dos exames nacionais "não justifica" o "alarido da oposição" e assegura que os sociais-democratas vão continuar a dialogar com tanto com PS como com o Chega. 

Em declarações à agência Lusa a propósito do debate sobre o estado da Nação, que decorre na quinta-feira no Parlamento, Hugo Soares considerou que "quem não tiver o que apontar à análise global do estado da nação provavelmente vai usar esse tipo de casos e de circunstâncias pontuais", como a polémica em torno da correção dos exames nacionais - que levou na terça-feira o Ministério da Educação a alargar o prazo para correção - ou as suspeitas em torno de obras do ministro da Administração Interna.

O secretário-geral do PSD admitiu que a novidade do processo de digitalização dos exames nacionais do ensino secundário trouxe "algumas dificuldades", e manifestou "total solidariedade e compreensão pelos transtornos" criados.

E deixou críticas à oposição: "Estamos a falar de um atraso de três dias face àquilo que estava previsto [para a divulgação das notas]. Não me parece, com toda a franqueza, com muita humildade, que se justifique este alarido que os partidos da oposição quiseram montar à volta desta circunstância", apontou.

O secretário-geral do PSD acusou ainda os restantes partidos de aproveitarem este caso para "tentar manchar a imagem" do ministro da Educação, argumentando que Fernando Alexandre "tem a respeitabilidade quer dos portugueses, quer da comunidade escolar".

Hugo Soares defendeu que a digitalização dos exames nacionais do ensino secundário "é uma transformação importante para o sistema educativo, que visa mais justiça, mais igualdade para os estudantes e visa facilitar a vida dos professores".

Numa análise global à situação do país, Hugo Soares defendeu que, quer o país, "quer as pessoas, que é o que verdadeiramente importa, estão melhores".

"Os portugueses sabem hoje que pagam menos impostos com este Governo, os portugueses sabem hoje que a economia portuguesa cresce acima da média da zona euro, os portugueses sabem hoje que na imigração, na segurança, nos serviços públicos, nós estamos manifestamente melhor do que aquilo que estávamos", elencou.

O social-democrata considerou que o Governo e o PSD têm "demonstrado todas as semanas" uma "grande capacidade de governação" e defendeu "que o país quer que esta legislatura vá até o fim".

O secretário-geral do PSD considerou também que a "estabilidade política é um bem em si mesmo" e comprometeu-se a trabalhar "com humildade e com muita capacidade de diálogo para que isso possa acontecer".

Hugo Soares disse também que os sociais-democratas vão "continuar a conversar quer com o PS, quer com o Chega" e que a AD -- coligação PSD, CDS -- está a cumprir o mandato que lhe foi dado pelos eleitores nas últimas eleições legislativas, em maio de 2025.

"O que eu gostava que fosse possível é que muitas vezes pudesse ter o apoio dos dois", indicou, acusando PS e Chega de "uma dose muito grande de infantilidade e imaturidade" e de não estarem "preparados para governar" porque "fazem birras constantes".

"Quando falo com uns, não podemos falar com outros. Quando falamos com outros, não podemos falar com aqueles. Faz muitas vezes lembrar aqueles meninos na escola primária que querem disputar um melhor amigo e que não percebem que a vida é isso mesmo, nós podemos ter relacionamentos com muita gente", salientou, pedindo "maturidade, responsabilidade e menos aventureirismo por parte da oposição".

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