Valores constam das contas anuais entregues pelos partidos à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.
O Chega foi o partido com maior lucro em 2025, com 1,36 milhões de euros, seguido pelo PSD, também acima de 1,3 milhões, enquanto o PS fechou o ano com prejuízos de quase 700 mil euros.
Os valores constam das contas anuais entregues pelos partidos à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), órgão responsável pela fiscalização do financiamento partidário e eleitoral, e divulgadas publicamente na página da entidade.
O Chega voltou, em 2025, a ser o partido com melhores resultados, com um balanço positivo de 1,36 milhões de euros. Em 2024 também liderava a lista com resultados positivos de 1,53 milhões de euros.
Na demonstração de resultados apresentada à ECFP, o partido de André Ventura especifica apenas, entre as maiores fontes de receita, 5,23 milhões na rubrica de "subsídios, doações e legados à exploração", remetendo perto de 10 milhões de euros recebidos para a categoria "outros rendimentos", que não são especificados.
O mesmo acontece com as despesas do partido, em que apenas cerca 2,3 milhões de euros estão identificados como gastos em fornecimento, serviços externos e pessoal, e 11,8 milhões surgem categorizados como "outros gastos".
Depois de em 2024 ter registado um prejuízo de cerca de 18 mil euros, o PSD foi o partido com maior evolução positiva nas contas, passando no ano passado para um resultado positivo de 1,32 milhões de euros.
Nas contas sociais-democratas, uma das maiores diferença, no campo das receitas, surge na subvenção pública anual que passou de 5,6 milhões para 6,1 milhões, e principalmente nos donativos, que quase quintuplicaram: em 2024, o partido recebeu 174 mil euros nesta rubrica, e em 2025 foram 881 mil euros.
Já o PS manteve os resultados negativos, com prejuízos de 695 mil euros em 2025, ainda assim um valor inferior aos 984 mil euros negativos apresentados no ano anterior.
Os socialistas quase duplicaram os donativos (passando de 198 mil em 2024 para 391 mil em 2025), e reduziram as despesas totais de 14,7 milhões para 11,3 milhões de euros.
Com as contas no vermelho, juntam-se o CDS-PP e o BE. Os centristas, que registaram um resultado positivo de 338 mil euros em 2024, tiveram um prejuízo de 284,6 mil euros, uma diferença justificada, sobretudo, com o aumento da despesa com fornecimentos e pessoal.
Já os bloquistas, que também tinham conseguido um balanço positivo em 2024 (122 mil euros), caíram para um prejuízo de perto de 170 mil euros. O partido viu descer em mais de um milhão de euros a receita com subsídios, doações e legados à exploração, uma diminuição que não foi acompanhada na mesma proporção do lado da despesa.
Por outro lado, o PCP teve resultados positivos de 651 mil euros (inferiores aos 695 mil de 2024), tendo o terceiro melhor registo entre todos os partidos.
A IL - cujos documentos disponíveis não apresentam os resultados totais do partido, mas apenas os valores das representações parlamentares nacional e regionais - apresentou um lucro de 18 mil euros (abaixo dos 29 mil do ano anterior).
Contactada pela Lusa, fonte oficial da IL afirmou que os dados na página da ECFP não contemplam toda a informação enviada pelo partido à entidade e disponilizou à Lusa os dados em falta. De acordo com essa informação, os liberais recuperaram do prejuízo de 64 mil euros em 2024 e tiveram um resultado posiitivo 175 mil euros em 2025.
O Livre e o PAN registaram melhorias significativas nas contas, com o partido liderado por Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes a contar com um saldo positivo de 265 mil euros (mais do que quadruplicando os 57 mil euros positivos de 2024), e o partido de Inês de Sousa Real passou de um prejuízo de 40,9 mil euros para um resultado positivo de perto de 192 mil.
O JPP foi o único partido com representação parlamentar que não entregou as contas deste ano. À Lusa, fonte do partido disse ter havido um atraso, mas que as contas "serão entregues em breve".
Entre os partidos sem assento parlamentar, o PEV reduziu o prejuízo de 41 mil euros em 2024 para 31 mil euros em 2025, o ADN passou de um lucro de 65 mil euros para um prejuízo de 35 mil, a Nova Direita teve prejuízos de 53 mil euros, o PPM passou de lucro de 13 mil euros para prejuízos na ordem dos 12,5 mil euros e o Nós, Cidadãos agravou o resultado negativo para 82,8 mil euros.
O RIR passou de prejuízo de 16 mil euros para um resultado positivo de 275 euros, o PTP teve 285 euros positivos, o MAS agravou o prejuízo para 1.333 euros e o Partido Liberal Social, fundado no ano passado, apresentou um prejuízo de 1.555 euros em 2025.
Não entregaram contas o PCTP/MRPP, o Ergue-te, o MPT, o (A)TUA, o Aliança (declarado extinto) e o Volt Portugal.
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