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Sonho morreu na praia: Portugal está fora do Mundial 2026

Um golo no tempo de descontos manda Portugal para casa e penaliza uma Seleção sem ideias nem coragem.

07 de julho de 2026 às 01:30

Fim da linha. Portugal está fora do Mundial. Um golo de Merino no primeiro minuto do tempo de descontos acabou com o sonho da seleção lusa. E será caso para dizer, metaforicamente, que Portugal morreu na praia, o que é uma expressão terrível para uma equipa que foi acusada, nos primeiros dias da competição a decorrer nas Américas, de pensar mais nas idas ao areal do que aos treinos matinais no relvado. Não terá sido por aí que não fomos lá. Mas que não jogou a favor, disso não resta dúvidas.

No duelo ibérico, Portugal nem entrou mal. Mostrou até, em algumas fases, uma consistência que parecia poder guiar à vitória. Mas foi uma ilusão. No balanço geral do jogo, houve mais Espanha, especialmente na segunda parte e naquela fase em que do banco têm de vir ordens, ideias e mexidas táticas que decidem. E aí, Portugal esteve por baixo. Martínez fez as substituições do seu excel pessoal e não teve nervo para ousar. Sim, faltou coragem e faltaram ideias para experimentar algo de novo que o jogo de Portugal estava a pedir. E quem aposta todas as fichas em levar um jogo para prolongamento, eventualmente para entregar ao fabuloso Diogo Costa a decisão final, nos penáltis, como aconteceu na Liga das Nações, quem aposta tudo nisto, dizíamos, está sempre mais perto de perder.

Roberto Martínez fez apenas uma mexida em relação ao onze que entrou em campo no jogo anterior, com a Croácia. Rafael Leão ficou no banco e João Félix avançou. A ideia era conferir equilíbrio à equipa, percebendo-se que faltariam espaços para as correrias de Leão. Foi nesse tom que Portugal entrou no jogo: aposta forte nas compensações, tentativa de pressão alta e a defender, cada um ao seu. Houve ocasiões para ambos os lados, a mais flagrante o remate de Nuno Mendes à barra antes do intervalo. Depois do descanso, a lesão precisamente de Nuno Mendes foi uma contrariedade. Portugal perdeu a sua melhor unidade de campo e perdeu nervo. Deixou-se encostar. Ficou exposto, porque as substituições não mudaram o padrão do jogo. E, no fim, foi penalizado. O sonho morreu na praia e não tinha de ser assim.

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