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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Chega elege líder parlamentar "logo depois" do período orçamental

Legislatura arrancou no dia 29 de março, e desde então André Ventura tem desempenhado as funções de líder parlamentar.

06 de maio de 2022 às 17:32

O Chega vai eleger o líder do seu grupo parlamentar "logo depois" do fim do processo orçamental, indicou esta sexta-feira o presidente do partido, André Ventura, que tem assumido essa função desde o arranque da legislatura.

Há precisamente três meses, em 6 de fevereiro, o líder do Chega anunciou em comunicado a escolha de Pedro Pinto, eleito pelo círculo eleitoral de Faro, para a liderança da bancada parlamentar, e dos deputados Rui Paulo Sousa, eleito pelo círculo eleitoral de Lisboa, e Bruno Nunes, eleito por Setúbal, como vice-presidentes.

A legislatura arrancou no dia 29 de março, e desde então André Ventura tem desempenhado as funções de líder parlamentar.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, Ventura foi questionado sobre isso, tendo afirmado que as eleições para a liderança do grupo parlamentar decorrerão "logo depois" do período orçamental, que termina com a votação final global do Orçamento do Estado, em 27 de maio.

"Não vou ficar como líder parlamentar. Realizaremos logo depois do orçamento as eleições para a liderança parlamentar, [com uma lista] que será encabeçada pelo deputado Pedro Pinto e também pelo deputado Rui Paulo Sousa e pelo deputado Bruno Nunes, que ocuparão a liderança parlamentar se essa for a vontade dos deputados, mas eu penso que será", adiantou.

André Ventura disse que vai "passar o testemunho já após o debate orçamental", quando forem retomados com "os agendamentos de iniciavas normais e correntes do ponto de vista político e partidário".

Questionado sobre a justificação para essa eleição ainda não ter decorrido, o presidente do Chega afirmou que o grupo parlamentar está "numa fase ainda de transição".

"Nenhum dos deputados do Chega era deputado anteriormente, há aqui questões de natureza burocrática, política, de habituação, como é o caso das conferências de líderes, dos agendamentos, dos arrastamentos", defendeu, indicando que o partido quer "uma transição pacífica".

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