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Chega insiste na descida dos impostos sobre os combustíveis e acusa Montenegro de hipocrisia

André Ventura discursava numa iniciativa de 'rentrée' da distrital de Lisboa do partido Chega, que ocorreu no concelho de Loures (distrito de Lisboa).

05 de setembro de 2026 às 22:16

O presidente do Chega acusou este sábado o primeiro-ministro de ser "muito hipócrita" no que toca à política do Governo para os combustíveis e anunciou que vai propor no Parlamento a descida dos impostos do gasóleo e da gasolina.

Discursando numa iniciativa partidária, o líder do Chega anunciou que o partido vai entregar duas iniciativas no Parlamento, uma "para a descida do IVA dos combustíveis" e outra "para o IVA zero no cabaz alimentar essencial, nos bens essenciais".

O partido vai pedir a realização de um debate na Assembleia da República para discutir estas propostas, "logo após a moção de censura", que é debatida e votada na terça-feira.

André Ventura discursava numa iniciativa de 'rentrée' da distrital de Lisboa do partido Chega, que ocorreu no concelho de Loures (distrito de Lisboa).

O líder do Chega apelou ao PS que aprove estes projetos, acusando os socialistas de hipocrisia se não o fizerem, pois são medidas que também defendem.

Antes de intervir para os militantes do Chega, em declarações aos jornalistas, André Ventura considerou "muito hipócrita" a declaração do primeiro-ministro, relativamente aos combustíveis, por pedir a compreensão dos portugueses para o esforço que está a fazer nesta matéria.

"Qual é o esforço que o Estado português está a fazer em matéria dos combustíveis? A nossa maior carga de pressão sobre os combustíveis é impostos. Basta comparar com o preço em Espanha [...]. Qual é o esforço? Só se for o esforço de nos roubar mais [...], porque já ninguém aguenta esta conversa do Governo de que não tem culpa, de que não tem culpa, não tem culpa, mas continua a sacar-nos impostos", declarou.

Em causa está a previsão de que, na próxima semana, o preço do gasóleo deverá subir 15 cêntimos e o da gasolina 12 cêntimos por litro.

Durante o discurso, o presidente do Chega apontou para novembro a realização do congresso do partido e disse querer um partido "pronto para governar, um partido capaz, que saiba aquilo que quer e para onde vai, que saiba perfeitamente o caminho que tem que fazer e que, no melhor que a Europa tem feito, consiga mostrar que é alternativa".

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