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Chega quer que preço dos combustíveis baixe "na mesma proporção" das descidas do preço do petróleo

"Nós vamos exigir que quando há essa descida, essa descida seja feita na mesma proporção, seja pela via fiscal, seja pela via da diminuição direta do valor no mercado", indicou André Ventura.

10 de julho de 2026 às 19:00

O Chega vai propor, através de um projeto de lei que, quando o custo do petróleo baixe no mercado internacional, os preços do gasóleo e da gasolina para os consumidores desçam na mesma proporção nas bombas nacionais.

Esta iniciativa foi anunciada pelo líder, André Ventura, em declarações aos jornalistas na sede nacional do partido, em Lisboa.

"O Chega vai propor um projeto de lei que basicamente estabeleça o princípio correto nesta matéria. Quando o mercado internacional dita a descida dos preços do petróleo, o gasóleo e a gasolina devem descer na proporção dessa descida dos preços do mercado internacional do petróleo, e não o que acontece hoje, em que eles sobem nessa proporção, mas depois não descem nessa proporção e enriquecem ainda mais os governos, fruto de contextos de instabilidade", afirmou.

Ventura defendeu que deve existir "um critério orientador", como "um índice e uma indexação", para que "as pessoas não sintam apenas que só têm aumentos quando o mercado internacional aumenta, mas nunca têm a diminuição proporcional, quando há essa diminuição também no mercado internacional do petróleo".

"Nós vamos exigir que quando há essa descida, essa descida seja feita na mesma proporção, seja pela via fiscal, seja pela via da diminuição direta do valor no mercado", indicou.

O presidente do Chega afirmou que na próxima semana é esperado "um aumento brutal do preço dos combustíveis" e defendeu ser "insustentável uma economia como a portuguesa continuar a tolerar aumentos brutais do preço dos combustíveis semana após semana", alertando que "tem um efeito nefasto sobre a inflação e sobre o aumento dos preços gerais, do custo de vida, da habitação, das matérias-primas e do funcionamento das empresas".

"Se vamos deixar que os combustíveis, base da atividade essencial das empresas, continuem a aumentar de forma descontrolada no mercado, nós só vamos gerar mais pobreza, mais inflação e um aumento brutal do custo de vida", avisou.

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