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Chega vai propor fim do IVA na eletricidade e quer medida em vigor já em 2027

Partido liderado por André Ventura defende que esta medida "deve fazer parte do próximo Orçamento do Estado".

21 de julho de 2026 às 16:21

O Chega anunciou esta terça-feira que vai apresentar um projeto de lei para eliminar o IVA sobre a eletricidade e quer que a medida seja incluída no próximo Orçamento do Estado, permitindo que entre em vigor em 2027.

Em comunicado, o grupo parlamentar adianta que pretende apresentar na Assembleia da República uma proposta para eliminar o IVA sobre a eletricidade em Portugal "no seguimento da decisão anunciada pelo novo Governo do Reino Unido", liderado por Andy Burnham, novo primeiro-ministro e líder do Partido Trabalhista.

"A eletricidade é hoje um bem essencial. É indispensável para as famílias, para as empresas, para as escolas, para os hospitais e para toda a economia. Por isso, não pode continuar a ser vista pelos sucessivos governos apenas como uma forma de arrecadar mais receita", argumenta a bancada liderada por Pedro Pinto.

O Chega defende que esta medida "deve fazer parte do próximo Orçamento do Estado, para que o fim do IVA sobre a eletricidade entre em vigor a partir de 01 de janeiro de 2027".

Considerando que este imposto é "um verdadeiro roubo do Estado aos contribuintes", o partido argumenta que "juntamente com os elevados impostos sobre os combustíveis, esta carga fiscal representa um saque permanente às famílias e às empresas, que pagam cada vez mais por bens essenciais".

"Numa altura em que outros países escolhem baixar os impostos sobre a energia para ajudar as famílias e reforçar a competitividade da economia, Portugal não pode continuar a fazer o contrário. No quadro da concertação com a União Europeia, Portugal deve assumir como prioridade estratégica a aplicação de IVA zero da eletricidade", lê-se no comunicado.

A bancada defende ainda que "a redução da dependência externa e o reconhecimento da eletricidade como um bem essencial justificam que esta seja tratada como uma questão fiscal prioritária, à semelhança do que pode acontecer com o IVA aplicado ao cabaz alimentar essencial".

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