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Chega vai questionar Governo sobre custo das obras do metro de Lisboa e admite inquérito parlamentar

André Ventura considerou que uma obra que "está 80% mais cara do que estava previsto para os contribuintes".

20 de abril de 2026 às 13:26

O Chega vai questionar o Governo sobre o aumento do custo das obras de expansão do metro de Lisboa e admite propor uma comissão de inquérito parlamentar, depois do anúncio que o investimento vai ficar 80% acima do previsto.

"Não estando em causa a expansão e as obras que são necessárias, o Chega vai enviar várias questões ao Governo sobre o porquê da derrapagem das obras do metro em Lisboa, e, se necessário, daremos origem a um inquérito no parlamento sobre esta matéria, pois não é normal que os portugueses estejam sempre a lidar com obras que começam com valor e acabam com o triplo, o quadro ou o quíntuplo do valor", afirmou o líder do Chega.

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, André Ventura, considerou que uma obra que "está 80% mais cara do que estava previsto para os contribuintes [...] levanta dúvidas legítimas sobre o uso do dinheiro, sobre a fuga do dinheiro para mãos nas quais não devia estar e sobre a certeza e o grau de precisão dos investimentos feitos".

"Não é normal que uma obra derrape 80% e toda a gente ache normal e todos os partidos achem normal e todos achem que devem aprovar sem sequer olhar a carta", defendeu.

Ventura indicou que o Chega "dará o seu aval à expansão do metro, que é uma obra que deve consensualizar as forças políticas todas", mas criticou "o aumento brutal do valor" da obra, que classificou como "uma derrapagem inaceitável e brutal numa obra pública".

Na quinta-feira, o Governo aprovou mais 48 milhões de euros para conclusão do plano de expansão do metro de Lisboa, entre o Rato e Cais do Sodré, totalizando 380 milhões, "80% mais" do que a previsão de investimento inicial.

Nesse dia, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, salientou que praticamente todo o "acréscimo dos tais 80% foram decididos em 2022" e, obviamente, agora não se pode "deixar a obra a meio".

"Mas vale a pena ao país pensar como é que se lançou um projeto que acaba com esta dimensão de custo, 380 milhões de euros, para mobilidade, no centro da capital, em dois bairros que não são particularmente carentes, e se faz um planeamento e se comunica ao país uma decisão que acaba a custar 80% mais", frisou.

De acordo com o Metropolitano de Lisboa, no plano de expansão, a linha Circular prevê o prolongamento da estação do Rato (da linha Amarela) à estação do Cais do Sodré (linha Verde) com duas novas estações: Estrela e Santos.

A secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, em outubro de 2024, numa audição na comissão parlamentar de Economia, Obras Públicas e Habitação, revelou que os atrasos nos prazos de concretização das três linhas Amarela/Verde, Vermelha e Violeta do metro variavam entre 18 e 30 meses e os desvios orçamentais estavam próximos dos 500 milhões de euros.

A linha Circular, que tinha prevista a sua conclusão em dezembro de 2023 e um custo de 210 milhões de euros, teve até então quatro revisões, aumentando para 331,4 milhões de euros (desvio de 58% face ao inicialmente previsto) e posterior previsão de conclusão no segundo trimestre de 2026, mais 30 meses face ao prazo inicial.

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