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Correio da Manhã

Política
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Marcelo esteve no Marquês de Pombal da "observar" protestos dos coletes amarelos

Presidente afirma que portugueses não trocaram "a segurança da democracia" por "realidades aventureiras".
Lusa 21 de Dezembro de 2018 às 19:45
'Coletes amarelos' no Marquês de Pombal em Lisboa
'Coletes amarelos' no Marquês de Pombal em Lisboa
'Coletes amarelos' no Marquês de Pombal em Lisboa
'Coletes amarelos' em protesto em Braga
'Coletes amarelos' em protesto em Braga
'Coletes amarelos' em Coimbra
'Coletes amarelos' no Marquês de Pombal em Lisboa
'Coletes amarelos' no Marquês de Pombal em Lisboa
'Coletes amarelos' no Marquês de Pombal em Lisboa
'Coletes amarelos' em protesto em Braga
'Coletes amarelos' em protesto em Braga
'Coletes amarelos' em Coimbra
'Coletes amarelos' no Marquês de Pombal em Lisboa
'Coletes amarelos' no Marquês de Pombal em Lisboa
'Coletes amarelos' no Marquês de Pombal em Lisboa
'Coletes amarelos' em protesto em Braga
'Coletes amarelos' em protesto em Braga
'Coletes amarelos' em Coimbra

O Presidente da República elogiou esta sexta-feira a "grande maturidade, sensatez e bom senso" com que os portugueses reagiram ao protesto dos "coletes amarelos", uma vez que não trocaram "a segurança da democracia" por "realidades aventureiras".

À chegada para participar na festa de Natal da Comunidade Vida e Paz, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu às questões dos jornalistas sobre os protestos dos "coletes amarelos", que esta sexta-feira tiveram fraca adesão nas cidades portuguesas em que se realizaram.

"Eu penso que os portugueses reagiram com uma grande maturidade. Isto é, um povo com quase 900 anos e, portanto, não trocou a segurança da democracia por o que poderiam ser realidades aventureiras", começou por sublinhar.

Na opinião do Presidente da República, "genericamente os portugueses atuaram com uma grande sensatez".

"O que têm a exprimir, exprimem em eleições. Vão ter eleições daqui a cinco meses e, depois daí, a mais uns meses. Se gostam, gostam. Se não gostam, não gostam e escolhem outra realidade que gostem mais", disse.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, os portugueses "percebem que, estar a reproduzir, ainda que seja por imitação, realidades que se verificam noutros países, noutro contexto, com violência, à margem do sistema", não faz parte da maneira de ser do povo português, considerando ser "sinal de bom senso".

"Houve pontualmente manifestações. Eu próprio quis observar o que se passava e passei agora a conduzir o meu automóvel pelo Marquês de Pombal, às 18h31, para ver mesmo o que estava a acontecer. Não havia manifestação em frente do Palácio de Belém", relatou ainda.

Cerca das 17h30, 30 manifestantes do movimento "coletes amarelos" permaneciam junto da praça Marquês de Pombal, em Lisboa, sem sinais de desmobilizar, mas também sem tomar qualquer iniciativa.

Outro protesto que estava convocado nas redes sociais, junto ao Palácio de Belém, também em Lisboa, para as 17h30, mobilizava, uma hora depois, apenas quatro pessoas e poucos agentes policiais.

A manifestação dos "coletes amarelos" teve esta sexta-feira de manhã uma fraca adesão, mas provocou alguns condicionamentos de trânsito, tendo a polícia identificado 12 pessoas, no Porto e em Coimbra, e detido três manifestantes em Lisboa, na sequência de desacatos.

Os protestos dos "coletes amarelos" em Portugal foram convocados por vários grupos através das redes sociais, com inspiração nos movimentos contestatários das últimas semanas em França.

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