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Comissão Nacional do PS aprova diretas a 13 e 14 de março e congresso a 27, 28 e 29

Prazo para apresentação de candidaturas a secretário-geral termina a 26 de fevereiro. Carlos César não antevê candidaturas à liderança do partido contra José Luís Carneiro.

24 de janeiro de 2026 às 14:03

A Comissão Nacional do PS aprovou este sábado o agendamento das eleições diretas para o cargo de secretário-geral para 13 e 14 de março e o XXV Congresso Nacional para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.

As datas foram aprovadas por unanimidade na reunião desta manhã, em Lisboa, da Comissão Nacional do PS, tendo sido anunciadas pelo presidente do partido, Carlos César.

O prazo para apresentação de candidaturas a secretário-geral termina a 26 de fevereiro, sendo que José Luís Carneiro vai recandidatar-se à liderança do partido.

De acordo com o calendário disponibilizado pelo partido, além das eleições diretas, realizam-se a 13 e 14 de março a eleição dos delegados ao congresso, de presidente e da comissão política nacional das Mulheres Socialistas.

Têm capacidade eleitoral os militantes inscritos até 13 e 14 de setembro de 2025, os militantes têm de regularizar as quotas até 26 e 27 de fevereiro, as listas de candidatos a delegados ao congresso têm de ser entregues até 05 e 06 de março e o apuramento final do resultado das diretas terá de ser feito até 23 e 24 de março. 

Em declarações aos jornalistas, César sublinhou que esta reunião magna marca um "período de reorganização interna e de relegitimação dos órgãos próprios do PS".

O presidente do PS afirmou não ter conhecimento de que "exista qualquer outra candidatura a perfilar-se" para concorrer frente a José Luís Carneiro à liderança do PS, acrescentando que o atual secretário-geral é o nome "mais forte" e com mais aceitação.

"A unidade dos partidos não é aferida pelo número de candidatos a determinados cargos (...), mas não tenho notícias, aliás, de que exista qualquer outra candidatura a perfilar-se para a liderança do PS", disse, depois de questionado sobre se apresentação de outras candidaturas poderia ser interpretada como falta de união interna.

Sobre se são esperados adversários ao atual líder nestas eleições, Carlos César disse "não fazer a menor ideia", mas acrescentou que "é de presumir que o candidato mais forte e comummente aceite é José Luís Carneiro", salientando que o seu desempenho "tem sido muito bem acolhido pelo eleitorado do PS e pelos militantes".

"Terá certamente todas as condições de continuar a fazer esta projeção e esta reabilitação que o Partido Socialista necessita para ser uma força central na vida política portuguesa", salientou. Questionado sobre se espera ver o partido voltar à força que já teve no passado, César responder que "nunca se volta ao que já se foi", mas que o trabalho do PS é procurar influenciar politicamente, ser o maior partido português e voltar a governar Portugal.

Carlos César foi também inquirido sobre se pretende continuar como presidente do PS depois do Congresso, mas não respondeu diretamente, salientando que esse é um cargo que é "eleito em congresso por proposta de um número mínimo de delegados" e que prefere esperar até à reunião magna, que se realiza a 27, 28 e 29 de março.  

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