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Costa adverte contra riscos de UE ditar "reduções abruptas" da dívida e défice

Primeiro-ministro defende regras "inteligentes", como as aplicadas para dar resposta à crise provocada pela pandemia, em contraste com as políticas de austeridade instauradas durante a anterior crise financeira.

08 de novembro de 2021 às 16:38

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta segunda-feira uma revisão das regras de governação económica na Europa que tenha em conta as lições aprendidas com as diferentes respostas às mais recentes crises, advertindo contra "reduções abruptas da dívida e do défice".

Intervindo, por videoconferência, na conferência anual sobre o orçamento da União, organizada pela Comissão Europeia em formato híbrido, Costa centrou a sua intervenção de quase meia-hora no debate recentemente lançado sobre a revisão da governação económica na UE e das regras de disciplina orçamental, defendendo regras "inteligentes", como aquelas aplicadas desde o ano passado para dar resposta à crise provocada pela pandemia da covid-19 - em contraste com as políticas de austeridade instauradas durante a anterior crise financeira -, e também e criação de "um instrumento permanente de resposta a crises" à imagem do programa SURE, mecanismo para proteger os postos de trabalho implementado em 2020.

"Nós já temos longos anos de vivência com as regras europeias, já tivemos oportunidade de as testar em duas crises de natureza bastante diversa [a crise financeira de 2008 e a crise da covid-19] e de avaliar as respostas, também bastante diversas, que demos numa e noutra crise, e hoje estamos também em condições de avaliar os resultados", começou por dizer, para fazer a defesa da resposta mais recente.

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