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Correio da Manhã

Política
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Costa apela à aprovação do cadastro florestal e elogia posição do PAN

André Silva questionou o Governo sobre o aparecimento de "um milhão de novos eucaliptos por hectare".
Lusa 18 de Junho de 2019 às 18:43
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
O primeiro-ministro, António Costa, apelou esta terça-feira ao parlamento para que aprove o regime do cadastro florestal, saudou a posição do PAN nesta matéria, e lamentou que este partido não seja "maioria absoluta" na Assembleia da República.

O deputado único do PAN, André Silva, questionou hoje o Governo sobre o aparecimento de "um milhão de novos eucaliptos por hectare", depois de já terem sido aprovadas várias resoluções da Assembleia da República com o sentido de "combater a regeneração natural dos eucaliptos e espécies invasoras".

"Não quero ser indelicado, mas aprovar uma resolução é fácil, mas como a pôr em marcha em concreto, como notificar um proprietário que não sabemos quem é de que não pode plantar um novo eucalipto ou uma acácia?", respondeu António Costa.

O primeiro-ministro salientou que o Governo tem no terreno um programa piloto de cadastro simplificado em 12 concelhos em todo o país, entre os quais os sete concelhos mais atingidos pelos incêndios.

"Todos os presidentes de câmara aplaudem, os resultados estão à vista. Ao contrário do que muitos acreditam, não é necessária uma eternidade para fazer o cadastro, não é uma fortuna fazer o cadastro, o cadastro é possível", afirmou, apelando a que o parlamento aprove o seu alargamento a todo ao país.

Perante gestos de André Silva de que não seria ele o responsável pela não aprovação, António Costa afirmou: "Não estou a dizer que o senhor deputado é o culpado, mas infelizmente o senhor deputado não é maioria absoluta desta Assembleia da República".

"Há vários outros deputados que contribuem para a existência de uma maioria ou de uma minoria: o essencial é que o senhor deputado, o PEV, o PS, o BE, que já estão convencidos da bondade desta medida, se esforcem para que haja a maioria necessária para concretizar a reforma da floresta", apelou António Costa.

André Silva tinha antes saudado o primeiro-ministro por ter escolhido o ambiente para tema do debate quinzenal, mas acusou o Governo de "bipolaridade" entre "compatibilizar o compromisso de descarbonizar a economia com práticas lesivas para o ambiente".

"As medidas adotadas pelo governo em matéria ambiental visam efetivamente tornar o território mais resiliente ou se, pelo contrário, se limitam a fazer equilibrar os pratos da balança, ou seja, poluir um pouco menos numas áreas para se poder continuar a poluir noutras?", questionou.

António Costa assegurou que o roteiro para a descarbonização "requer o esforço de todos".

"Não, não procuramos limpar a carbonização do litoral para a transferir para o interior. Procuramos que país seja globalmente descarbonizado", assegurou.
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