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Costa fala de "excesso de otimismo" na recuperação das Pedrógão antes do Natal

Primeiro-ministro anuncia que IVA cobrado nas obras vai reverter para o fundo Revita.

16 de dezembro de 2017 às 19:08

O primeiro-ministro António Costa disse este sábado que só um excesso de otimismo poderia levar a pensar que todas as casas afetadas pelo incêndio de Pedrógão Grande pudessem estar recuperadas antes do Natal.

Falando aos jornalistas, em Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, no âmbito de uma visita à região Centro do país para se inteirar das operações de reconstrução das zonas afetadas pelos incêndios do verão, António Costa salientou que isso "era não ter consciência do grau de destruição que tivemos neste território".

"O que temos em relação às 263 habitações destruídas, faz amanhã [domingo] seis meses, só quatro é que estão em fase de projeto e 70% já estão concluídas ou em obra, o que significa um esforço extraordinário do que feito por todas as entidades envolvidas", sublinhou.

Para António Costa, era difícil para alguém, "há seis meses, imaginar que hoje já tínhamos quase 70% das casas concluídas ou já em obras".

"Temos obviamente de não nos distrair e continuar dia a dia a trabalhar, a pressionar e a ter em conta que há um contrarrelógio, uma enorme ansiedade, e as primeiras pessoas a não desistirem são as próprias famílias", disse o primeiro-ministro.

Ao início da tarde de hoje, António Costa visitou duas casas em recuperação na aldeia de Sarzedas de São Pedro, no concelho de Castanheira de Pera, que estão a ser financiadas pela União das Misericórdias Portuguesas e pela Fundação Gulbenkian.

IVA cobrado vai reverter para o fundo REVITA

O IVA da reconstrução das casas afetadas pelos fogos de junho vai reverter para o Fundo Revita, garantiu este sábado o primeiro-ministro, em Figueiró dos Vinhos, após uma reunião com a Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande.

"Tal como já fizemos com as chamadas de valor acrescentado, também relativamente a todas estas despesas com a reconstrução essa receita reverterá para o Revita, para que os donativos para a reconstrução desta região continuem a ser donativos para a solidariedade", disse António Costa.

Segundo o primeiro-ministro, não é possível, "porque estamos sujeitos a regras comunitárias, alargar o âmbito das isenções, agora, podemos consignar esta receita a este fim e é isso que iremos fazer".

Aos jornalistas, a presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, Nádia Piazza, adiantou que vai ser desenvolvido um projeto-piloto dedicado ao trauma para as comunidades de desastre, "que foi o nosso caso".

"Isso vai fazer história e ficar nos manuais do futuro para quando acontecer uma catástrofe não voltarmos à estaca zero", disse Nádia Piazza, considerando que, no futuro, pode haver outro tipo de catástrofes.

O projeto-piloto vai incidir sobre os incêndios, que é o "tipo de catástrofe que nos afeta aqui no interior dado o nosso coberto vegetal, a orografia e agora os períodos de seca extrema", acrescentou.

"Esta região passou por um trauma coletivo, então o trauma tem de ser trabalhado também em coletividade, com terapias em grupo, e há terapias fantásticas que têm resultado e que conseguem desconstruir imagens que é aquilo que nós carregamos muito", sublinhou, emocionada, Nádia Piazza.

A presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande disse ainda que a questão das indemnizações às vítimas está resolvida e a cargo da Provedoria de Justiça.

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