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Correio da Manhã

Política
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Costa critica Passos e vai repor 4 feriados

Primeiro-ministro assinala iniciativa em cerimónia pública.
Lídia Magno 29 de Março de 2016 às 17:05
Alarcão Troni, presidente do Movimento 1º de Dezembro, cumprimenta o primeiro-ministro António Costa
Alarcão Troni, presidente do Movimento 1º de Dezembro, cumprimenta o primeiro-ministro António Costa FOTO: Miguel A. Lopes / Lusa

Os portugueses voltam a gozar, já este ano, os feriados abolidos durante a troika: 26 de maio (Corpo de Deus), 5 de Outubro (Implantação da República), 1 de Novembro (Todos os Santos) e 1º de Dezembro, (Restauração da República). O primeiro-ministro assinalou ontem, com uma cerimónia pública, a assinatura da lei que restitui estes quatro feriados (dois religiosos e dois laicos) ao calendário e deixou críticas ao anterior Executivo.

António Costa sublinhou, na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que a reposição dos feriados foi "um ato de pedagogia cívica e não uma decisão baseada em facilitismo ou populismo".

A decisão de abolir estes feriados foi tomada em 2012, pelo Governo de Passos Coelho. "Há valores permanentes acima das convergências conjunturais", sublinhou António Costa.

Presente na cerimónia esteve também o ex-deputado do CDS Ribeiro e Castro, o rosto mais visível do Movimento 1º de Dezembro. O antigo líder centrista e acusou o anterior Governo de pretender "pintar a decisão como sendo apenas uma suspensão, mas foi uma tentativa de eliminação dos quatro feriados". "A história da suspensão é mentira e é lamentável que se insista nela", disse, acrescentando: "nunca nos disseram porquê e para quê" a necessidade de suspender os feriados. "Foi legislar à paulada", afirmou Ribeiro e Castro. "Pedimos desculpa por esta interrupção, os feriados seguem dentro de momentos", concluiu.

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