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Direção de Rio atribui ao "presidente eleito" responsabilidade de indicar cabeças de lista

Na ata repetem-se praticamente todos os critérios aprovados para a elaboração das listas de 2019.

17 de novembro de 2021 às 17:41

A Comissão Política Nacional do PSD aprovou os critérios para a elaboração de listas de deputados para as legislativas, em que atribui ao "presidente eleito" a responsabilidade de indicar os cabeças de lista em cada círculo eleitoral.

Na ata da reunião de segunda-feira, a que a Lusa teve esta quarta-feira acesso, repetem-se praticamente todos os critérios aprovados para a elaboração das listas de 2019, incluindo a "concordância com a orientação estratégica da Comissão Política Nacional e disponibilidade para cooperar de forma politicamente leal e solidária".

No entanto, onde há dois anos se lia que cabia ao presidente do partido indicar os cabeças de lista, agora refere-se que essa responsabilidade é do "presidente eleito", ou seja, o que sair das eleições diretas de 27 de novembro.

A Comissão Política Nacional será, contudo, a liderada por Rio até ao Congresso, que se realiza entre 17 e 19 de dezembro.

São candidatos a presidente do PSD o atual líder Rui Rio e o eurodeputado Paulo Rangel, tendo também anunciado a intenção de apresentar uma candidatura o ex-candidato autárquico do partido a Alenquer, Nuno Miguel Henriques.

De acordo com a ata, quer os critérios quer o cronograma do processo foram aprovados por unanimidade na Comissão Política Nacional.

Entre os critérios para a escolha dos deputados do PSD estão, tal como em 2019, princípios como a "qualidade e a competência política", o "prestigio nacional ou local", bem como o dever da CPN promover a integração nas listas de personalidades independentes ou militantes com reconhecido mérito.

A necessidade de evitar o exercício de cargos políticos executivos de eleição em acumulação é um princípio também repetido em relação aos critérios aprovados em 2019.

Já tinha sido divulgado que a direção do PSD aprovou um calendário de aprovação de listas de deputados que prevê a conclusão do processo antes do Congresso do partido, e que está a causar polémica entre os apoiantes de Paulo Rangel.

O cronograma prevê que as concelhias deem as suas indicações até 25 de novembro e as distritais até dia 30, com as negociações entre estas estruturas e a direção a decorrer até dia 06 de dezembro.

Está ainda previsto um Conselho Nacional para 07 de dezembro para aprovar as listas (com uma segunda possível reunião deste órgão a 10 do mesmo mês, caso as listas sejam chumbadas na primeira), e a entrega de listas nos tribunais em 15 de dezembro, antes do Congresso do PSD marcado para entre 17 e 19 de dezembro.

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