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Doentes em lista de espera dividem Governo e oposição

Pedro Nuno acusa Executivo de ter “uma péssima relação com números”.

12 de dezembro de 2024 às 01:30

“O Governo tem uma péssima relação com os números”, foi assim que o PS, por Pedro Nuno Santos, atacou ontem o Executivo pelos números de doentes oncológicos na lista de espera para cirurgia.

“O seu Governo não tem credibilidade e tem falta de competência”, insistiu o líder socialista, que exigiu um “pedido de desculpa ao País” pelo primeiro-ministro.

Na resposta, Luís Montenegro defendeu-se com uma contextualização, que criou ruído do lado socialista, após o chefe do Executivo apontar que se referia aos doentes que “tinham excedido o tempo máximo de espera”. Depois, veio a crítica: “Está a reclamar pela competência que você e os Governos que apoiou não tiveram.”

Pelo Chega, André Ventura alegou que o Executivo estaria a pressionar “agendamentos que não são feitos com critérios médicos, com o objetivo de reduzir listas de espera”, acusando Montenegro de “fraude política”.

O primeiro-ministro garantiu que “não deu instrução nenhuma” para “ultrapassar a legalidade” e que “não há nenhuma operação cosmética”, acrescentando que “todos os tempos de espera estão a diminuir [ver página 10]”.

Num debate com muitas acusações de “conluio” entre PSD, PS e Chega, os sociais-democratas revelaram que vão apresentar uma proposta para combater o turismo de saúde. Algo que Montenegro apontou ser um “abuso e fraude” no SNS.

Frases

Luís Montenegro, primeiro-ministro

"É preciso ter coragem para, em nome do PS, [Pedro Nuno] falar numa má relação com os números", 

Pedro Nuno Santos, PS

"Há uma diferença entre fazer anúncios e governar. O que depender de mim concretiza-se"Pedro Nuno Santos, PS

André Ventura, Chega

"Há um conluio em Portugal que há 50 anos mantém o sistema vivo e podre: é entre PSD e PS"

Rui Rocha, Iniciativa Liberal

"A apatia social-democrata sucedeu à grande estagnação socialista. O contrato social está a ser rasgado"

Mariana Mortágua, BE

Extensão da concessão dos portos é uma carta-branca que pretende eliminar a concorrência neste setor

Paulo Raimundo, PCP

Há uma submissão clara quer à NATO, quer à União Europeia, quer a outras instituições internacionais

PS questiona migrantes rejeitados

Pedro Nuno Santos (PS) questionou o Governo sobre o que seria feito dos “118 mil trabalhadores” migrantes que viram o processo rejeitado. O primeiro-ministro afirmou que “Muitos já não estão em Portugal” e avisou que os que “não querem cumprir as regras têm de se ir embora. É essa a consequência”.

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