Muitos trabalhadores do Estado não sentem recuperação de 20% do corte salarial por causa de falhas de processamento.
A confusão está instalada no processamento de salários dos funcionários públicos. Ontem, os primeiros trabalhadores do Estado receberam o vencimento com um alívio de 20% no corte a que estavam sujeitos. Mas, segundo o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), há funcionários que, por via da carga fiscal, ficaram a ganhar menos. Noutros foram detetadas discrepâncias no valor que efetivamente devia ter sido pago.
"É o efeito deste malabarismo do Governo nos salários dos trabalhadores. Há funcionários que receberam menos", afirma ao CM Helena Rodrigues, presidente do STE. Noutros casos, adianta a mesma responsável, uma análise detalhada aos recibos demonstra a existência de várias discrepâncias.
Os trabalhadores do Ministério da Defesa e do Ministério das Finanças estão entre os primeiros a receber na Administração Pública, logo a dia 20.
A sindicalista não avançou, contudo, o valor em euros que os funcionários estão a perder. O Ministério das Finanças não comenta. O Governo, pela voz do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, diz que "as pessoas vão perceber nos recibos" de salários e pensões os sinais de recuperação da economia, que está a ser feita "com os pés assentes na terra".
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