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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Nova carreira dá aumento de 52€

Sindicatos consideram o "princípio positivo", mas lembram que existem outras carreiras, também específicas, que continuam por rever.

08 de janeiro de 2015 às 20:18

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública criticou ontem o Governo por beneficiar os técnicos superiores que apoiam o Ministério das Finanças, com aumento de 52 euros por mês, no mínimo, e esquecer outros cujas carreiras também são específicas e "continuam por rever", como os da Autoridade Tributária.

As Finanças enviaram aos sindicatos uma proposta para que os mais de 200 técnicos superiores da Direção-Geral do Orçamento (DGO), Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) e do Gabinete de Planeamento e Estudos (GPEARI) transitem para uma carreira especial a criar. A ministra Maria Luís Albuquerque justifica a criação da nova carreia com "a enorme dificuldade em recrutar técnicos para estas direções gerais, com elevada exigência de funções".

Hoje, estes técnicos entram na carreira a ganhar 995 euros por mês e atingem o topo com um salário mensal de 3364 euros.

No total, segundo os últimos dados oficiais, são 234 técnicos beneficiados com o aumento: 102 da DGTF, 99 da DGO e 33 da GPEARI.

Ana Avoila, dirigente da Frente Comum, diz que o "princípio é positivo", mas lembra o compromisso de negociar outras carreiras específicas que foram integradas na tabela remuneratória única. Os sindicatos vão discutir a proposta com a ministra no dia 14.

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