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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

"Eu estou tudo menos preocupado com o meu futuro político", diz Montenegro

Luís Montenegro falava no arranque do 43.º Congresso do PSD, que decorre até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro).

20 de junho de 2026 às 23:07

O presidente do PSD e primeiro-ministro afirmou este sábado não estar preocupado com o seu futuro político, dizendo que não se deixará intimidar nem cederá a qualquer tipo de pressão.

Luís Montenegro falava no arranque do 43.º Congresso do PSD, que decorre até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro).

"Foi a terceira vez que me elegeram presidente, quase que me apetece dizer: vocês já sabem o que a casa gasta, não tomaram essa decisão por engano: Eu estou tudo menos preocupado com o meu futuro político, sabem que eu sou de assumir o risco, de ousar de sonhar, não sou de me intimidar", avisou, sem esclarecer os destinatários desta mensagem que parece ser dirigida a críticos internos.

O presidente do PSD e primeiro-ministro afirmou que tal não é dito "com arrogância ou soberba", mas com "desprendimento e sentido de dever".

"Nós não governamos por causa das eleições, mas a causa de ganharmos eleições é governarmos bem. Nós não somos os donos da verdade, mas nós temos a obrigação de executar o nosso compromisso, o nosso projeto, o nosso programa, porque foi essa a responsabilidade que nos foi dada pelas pessoas", afirmou numa frase que faz lembrar outra do antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho, "que se lixem as eleições".

"Estamos aqui para cumprir a nossa missão de levarmos o país para a frente, com firmeza, sem ceder a nenhum tipo de pressa", acrescentou Montenegro.

O presidente do PSD assegurou que sabe ouvir "com humildade" aqueles que são "os verdadeiros sinais da sociedade e dos cidadãos comuns".

"E os sinais da sociedade e dos cidadãos comuns estão muito longe dos sinais que alguns, por terem mais espaço mediático, querem representar sem legitimidade em nome das pessoas", considerou.

No final da sua intervenção, de cerda de meia hora, Montenegro quis deixar um sinal de confiança no trabalho do Governo, dizendo que os seus objetivos estão e vão continuar a ser cumpridos.

"Está a ser feito e vai continuar a ser feito. Nós vamos trabalhar para fazer Portugal maior", afirmou, citando o título da sua moção de estratégia global.

Entre as prioridades, destacou as de tornar "o Estado mais eficiente", com menos burocracia, mais transparente, e com maior igualdade de oportunidades e menos desigualdades territoriais.

"Este Portugal está a acontecer. Tudo isto está em execução. Este Portugal não está igual e não vai ser o mesmo que encontrámos há dois anos atrás, estamos mesmo a trabalhar para fazer Portugal maior, um Portugal moderno, arejado e arejado, credível e atrativo", defendeu.

E num novo recado para dentro e fora do partido, assegurou: "Nós respondemos com trabalho ao ruído, ao ressentimento, ao imobilismo e à falta de coragem", disse.

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