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FORÇAS ESPECIAIS PORTUGUESAS

Portugal vai liderar o Grupo de Projecto para as forças de Operações Especiais, um dos dez grupos cuja constituição foi formalizada ontem pelos ministros de Defesa dos “Quinze” e que têm como objectivo encontrar soluções para eliminar as lacunas militares da Força de Reacção Rápida da União Europeia. O ministro português, Paulo Portas, já interpretou esta escolha como o reconhecimento do valor das Forças Armadas nacionais.

20 de maio de 2003 às 00:01

À margem do Conselho de Ministros da UE, que ontem decorreu em Bruxelas, Paulo Portas afirmou que a “competência e experiência” das Forças Armadas portuguesas em matéria de operações especiais é “elevadamente reconhecida” pelos outros Estados-membros.

O ministro da Defesa adiantou ainda que Portugal vai participar noutros três Grupos de Projecto: protecção contra ameaças nucleares, biológicas e químicas; combate em operações de busca e salvamento e transporte marítimo estratégico. Paulo Portas justificou esta opção pelo transporte marítimo referindo que é neste domínio que está “talvez o mais importante projecto estratégico” para as Forças Armadas portuguesas nos próximos anos.

Paulo Portas lembrou que a aquisição do chamado Navio Polivalente Logístico está dependente da compra de dois submarinos, já que o projecto técnico de contrução desse meio militar, que, segundo o próprio ministro, “custa muitos milhões”, representa uma das contrapartidas a oferecer pelas empresas concorrentes desse programa.

O ministro adiantou que este navio terá capacidade de comando e controlo, de transporte de tropas e meios militares, assim como um hospital móvel.

Acções de contra-terrorismo e contra sublevação, guerra contra-revolucionária, operações anti-droga, campanhas de desestabilização de regimes hostis são alguns dos objectivos do emprego das forças de Operações Especiais.

A contribuição portuguesa para essa componente multinacional da Força de Reacção Rápida da UE faz-se a dois níveis: o chamado Quartel-General Conjunto e Combinado de Operações Especiais e uma centena de operacionais do Batalhão de Elementos de Operações Especiais (Exército) e do Destacamento de Acções Especiais (Armada).

Conhecida é já a dimensão da Força de Operações Especiais da Força de Reacção Rápida da UE. Vai ter cerca de 1200 homens e três quartéis-generais.

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