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Francisco Assis pede aos sociais-democratas que acham que PS tem razão sobre Tribunal Constitucional que ergam a voz

Antigo líder parlamentar do PS defendeu que os socialistas têm "que ser muito claros" na questão do Constitucional.

28 de março de 2026 às 22:14

O socialista Francisco Assis pediu este sábado aos sociais-democratas que não concordam que o PS seja excluído na próxima eleição para o Tribunal Constitucional que "ergam as suas vozes", considerando que "alguma sobranceria" dos socialistas no passado não justifica esta possibilidade.

"O PS tem que assumir um especial sentido da responsabilidade nesta época tão complexa. Não podemos aparecer aos olhos do país nem como um grupo de melancólicos ressentidos, nem como um grupo de resignados. Temos que ser um partido capaz de fazer uma oposição firme, séria e responsável", defendeu o eurodeputado do PS no seu discurso no 25.º Congresso Nacional do PS.

Sobre o impasse para a eleição pelo parlamento dos juízes para o Tribunal Constitucional, Assis começou por admitir que, no passado, o PS usou "de alguma sobranceria na relação com o PSD".

"Mas isso não justifica, nem pode justificar, que o PSD possa por um só minuto pensar em fazer qualquer alteração de natureza constitucional, nomeadamente a que tem a ver com a eleição do juiz para o Tribunal Constitucional, ignorando o Partido Socialista, ou procurando uma maioria que exclua o Partido Socialista, porque isso põe em causa um compromisso fundamental da democracia portuguesa", considerou.

O dirigente do PS deixou um apelo direto "àqueles e aquelas que no PSD não estão contentes com esta situação" e que sabem que o PS "tem razão".

"Para que não deixem isto passar, para que ergam as suas vozes, para que digam claramente que o PS e o PSD continuam a ser os partidos estruturantes da vida democrática em Portugal", pediu.

Assis deixou ainda um aviso sobre as democracias, que não resistirão se a classe média desaparecer e se deixarem de coexistir os "dois grandes partidos, duas grandes formações partidárias moderadas, uma à esquerda e outra à direita".

"Eu ouvi o doutor André Ventura a declarar ao país que já tinha um acordo com o PSD, e que não sabia ainda se o Partido Socialista se ia associar ou não a esse acordo. Em que estado o país estaria, em que estado o PSD estaria se agora o doutor Montenegro tivesse como porta-voz o doutor André Ventura? Não podemos aceitar uma coisa dessa natureza, temos que reagir veementemente em relação a isso", considerou.

O antigo líder parlamentar do PS defendeu que os socialistas têm "que ser muito claros" na questão do Constitucional.

"Temos um líder, um líder que foi recentemente legitimado, temos um caminho, temos uma estratégia, temos que ter a força suficiente para fazer os compromissos necessários, mas também para fazer as ruturas que o país exige", pediu.

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