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Frota de meios aéreos esteve "praticamente toda no ar em simultâneo" no combate aos incêndios

Secretária de Estado esclareceu que a gestão dos meios aéreos "é feita pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil".

19 de julho de 2022 às 21:20

O Governo afirmou esta terça-feira no parlamento que a frota dos 60 meios aéreos de combate a incêndios esteve "praticamente toda no ar em simultâneo" nos últimos dias, uma situação que "não é comum acontecer".

"Nos últimos dias, uma situação que não é muito comum, tivemos praticamente toda a frota no ar em simultâneo", disse a secretária de Estado da Proteção Civil na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, em resposta ao deputado do Chega Bruno Nunes.

Patrícia Gaspar sustentou que esta situação "não é comum acontecer", mas teve a ver com a situação que se viveu na semana passada e com o aumento do número de ocorrências de incêndio.

O ministro da Administração Interna precisou que "houve um dia em que, dos 60 meios aéreos, estiveram 58 a atuar ao mesmo tempo", mas não especificou qual.

A secretária de Estado esclareceu que a gestão dos meios aéreos "é feita pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil [ANEPC] em função das ocorrências que a cada momento são detetadas e registadas".

"Os meios aéreos são todos acionados em função das necessidades, eles cumprem diferentes desideratos. Os meios aéreos de ataque inicial não têm a mesma função que os meios aéreos de ataque ampliado, eles estão pré-posicionados ao longo do país em 41 rede de 42 centros de meios aéreos", disse Patrícia Gaspar.

O ministro recordou os deputados que em 2003 arderam perto de 500 mil hectares e houve anos com mais de 500 ignições de incêndio por dia.

"Isto mostra que a palavra ponderada no espaço público sobre estas matérias é mesmo aquilo que é exigido às instituições", frisou.

O governante explicou que o sistema de proteção civil tem uma capacidade máxima de eficiência e eficácia, em circunstância como as da última semana, até 150 incêndios ao mesmo tempo.

"Quando ultrapassa esses números começa a ter perdas de eficiência, o que significa se tivéssemos 500 incêndios como aconteceu no passado teríamos situações dramáticas na salvaguarda de pessoas e bens", sublinhou.

Numa audição que demorou quase quatro horas e foi dominada pelos incêndios florestais, uma das questões mais levantada pelos deputados da oposição foi o financiamento dos bombeiros.

O ministro deu conta que o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais deste ano tem um financiamento superior a 32 milhões de euros, mais 12% do que em 2021, e a estimativa para os meios aéreos é de 60 milhões de euros para meios aéreos.

José Luís Carneiro destacou ainda o financiamento permanente aos bombeiros de 29 milhões e 713 mil euros, mais 3,7% do que em 2021, e o reforço da capacidade operacional das associações humanitárias de bombeiros em 2,5 milhões de euros, além dos 1,8 milhões de euros para o Fundo Social dos Bombeiros, mais 107% face a 2021.

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