A saída de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE) abre portas à entrada de Carlos Costa para o lugar de governador do Banco de Portugal (BdP), um nome consensual que merece rasgados elogios de economistas e banqueiros.
A Vítor sucede Carlos, dois nomes diferentes e dois estilos distintos. Ao tecnocrata Constâncio sucede um homem discreto e com um vasto currículo europeu. Artur Santos Silva, ‘chairman’ do Banco Português de Investimento, não tem dúvidas de que se trata de "uma excelente escolha". Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP, considera que se trata de "um homem experiente que conhece profundamente o sistema".
Para Ricardo Salgado, líder do BES, Carlos Costa "é um banqueiro muito importante, experiente, que reúne todas as condições para ser um grande governador", um pensamento seguido por Nuno Amado, presidente do Santander Totta, que diz tratar-se de uma pessoa com "o perfil adequado para continuar a traçar o necessário rumo de qualidade e exigência do Banco de Portugal". Ao ‘Jornal de Negócios’, Mira Amaral, presidente do BIC, descreveu Carlos Costa como um "excelente profissional" que deve apostar na supervisão.
Entre os economistas, os aplausos repetem-se. Silva Lopes acredita que Carlos Costa tem exercido o cargo com independência, pelo que "dá garantias a esse respeito". Nas palavras de Nogueira Leite, o recém--nomeado "tem um vasto currículo não apenas em termos de estudos económicos e política monetária mas na área financeira, que é uma área em que o BdP carecia de novo alento". Já António de Sousa, representante da Banca, diz que o sector fica "tranquilo" com a nomeação.
Esta indigitação produz efeitos a 1 de Julho, data em que Constâncio assume o cargo em Frankfurt, na Alemanha. O CM tentou, sem êxito, contactar Carlos Costa.
PARTIDOS APROVAM NOME ESCOLHIDO
Da esquerda à direita, o nome de Carlos Costa revelou-se consensual. Para Francisco Assis, porta-voz do PS, o novo governador é "uma personalidade de reconhecidos méritos" e com "perfil absolutamente adequado para o desempenho dessa função". Miguel Macedo, o líder parlamentar do PSD, disse não ter objecções mas sublinhou que o PSD não foi contactado pelo Governo. O secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, disse ao CM que o partido "não negocia lugares". O CDS-PP pede independência do Governo e o PCP credibilidade.
SAIBA MAIS
SURGIMENTO
O Banco de Portugal foi criado em 19 de Novembro de 1846, tendo a função de banco comercial e de banco emissor. Surgiu da fusão do Banco de Lisboa com a Companhia Confiança Nacional, uma sociedade especializada no financiamento da dívida pública.
1974 - Após a nacionalização, em Setembro de 1974, as funções e estatutos foram redefinidos. A Lei Orgânica de 1975 atribuiu-lhe o estatuto de banco central e incluiu, pela primeira vez, a função de supervisão.
15.º - Carlos Costa será o 15.º governador do Banco de Portugal. Após o 25 de Abril de 1974, passaram pelo cargo Silva Lopes, o próprio Vítor Constâncio (em 1985 e 86), Tavares Moreira, Miguel Beleza e António de Sousa.
PERFIL
Natural de Cesar, Oliv. Azeméis, tem 61 anos e é licenciado pela Faculdade de Economia do Porto. Residia no Luxemburgo, onde desempenhava o cargo de vice-presidente do Banco Europeu de Investimento. Independente próximo do PSD, foi chefe de gabinete de Deus Pinheiro em Bruxelas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.