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Governo prolonga situação de calamidade até dia 15 de fevereiro

Está já disponível a plataforma para os pedidos de apoio extraordinários e Governo ordenou presença da ASAE no terreno para impedir a especulação dos preços dos materiais de construção.

Atualizado a 05 de fevereiro de 2026 às 20:49
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Governo prolonga situação de calamidade até dia 15 de fevereiro

O Governo prolongou o estado de calamidade até ao dia 15 de fevereiro, anunciou esta quinta-feira o primeiro-ministro, perante "dias de socorro e emergência" num contexto em que o País está a ser assolado pelo mau tempo. "Independentemente de estarmos cientes do drama que significa a situação por que estão a passar [os portugueses], quero dar a palavra de que estamos mesmo a esgotar as possibilidades para acorrer às necessidades", referiu Luís Montenegro em declarações aos jornalistas após Conselho de Ministros. 

Esta "é uma crise que vai impor um processo de recuperação que será longo e exigente", referiu o primeiro-ministro. 

O primeiro-ministro garantiu ainda que o apoio financeiro chegará até às famílias até à próxima segunda-feira. Está já disponível a onde as populações podem pedir os apoios aprovados pelo Executivo. O Governo ordenou ainda a presença da ASAE no terreno para impedir a especulação dos preços no que diz respeito aos materiais de construção. Para além destas medidas, o primeiro-ministro referiu que o Instituo de Emprego e Formação Profissional (IEFP) está a avaliar a falta de mão de obra nas zonas mais afetadas, depois do Presidente da República ter sugerido a abertura de um "canal de entrada" para imigrantes nesse mesmo contexto. 

O Governo vai implementar "espaços de cidadão" nas zonas que enfrentam situações adversas devido ao mau tempo para que as populações com dificuldades de acesso à plataforma de apoio possam ser ajudadas. Em causa estão 275 Espaços e 12 carrinhas móveis.

"Estamos a acelerar a reconstrução nas zonas afetadas e a garantir que há condições para o fazer", apontou.  

Montenegro apelou à população para que siga as recomendações da Proteção Civil, num momento em que Portugal "enfrenta desde dia 28 uma catástrofe sem precedente". 

A Comissão Nacional de Eleições veio esta quinta-feira confirmar a realização do ato eleitoral no próximo domingo, dia 8 de fevereiro, em todo o território nacional, num contexto de pedidos de adiamento por parte de alguns concelhos afetados. Luís Montenegro considera que os constrangimentos verificados nas zonas mais atingidas pelo mau tempo são "na maioria dos casos, superáveis" e que é necessário que se garanta que "todas as secções podem abrir em segurança". 

"Aquilo que estamos a fazer é criar todo o apoio logístico e administrativo" para o dia de eleição, referiu Luís Montenegro. 

O primeiro-ministro disse ainda que este "não é o momento" de fazer a avaliação da atuação do Governo na resposta ao mau tempo. "Já tive a ocasião de dizer, este é um tempo onde o Governo e todos os seus membros estão concentrados em resolver problemas, não estão concentrados nem desfocados em fazer uma avaliação sobre tudo aquilo que aconteceu", apontou em resposta aos jornalistas.

Publicada originalmente a 05 de fevereiro de 2026 às 19:33

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