page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Presidente do Supremo diz que greve dos juízes provoca instabilidade na justiça

António Piçarra mostrou-se muito preocupado com a paralisação dos magistrados.

20 de novembro de 2018 às 17:12

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) admitiu esta terça-feira estar "seriamente preocupado" com a instabilidade provocada pela greve dos juízes e entende que os cidadãos tenham dificuldade em compreendê-la.

"Estou preocupado seriamente com a instabilidade gerada pela greve no sistema de justiça, cujo funcionamento é essencial para os cidadãos", afirmou à agência Lusa o juiz conselheiro António Joaquim Piçarra, que é por inerência presidente do Conselho Superior da Magistratura.

Treze anos depois, os juízes voltaram esta terça-feira a cumprir o primeiro de 21 dias alterados de greve, em protesto contra a aprovação de um Estatuto "incompleto", que alegam não assegurar questões remuneratórias, o aprofundamento da independência judicial e os bloqueios na carreira.

António Piçarra mostrou-se muito preocupado com a paralisação dos magistrados, mas esperançoso de que a greve não se cumpra na sua totalidade, evitando assim mais instabilidade no sistema de justiça e incompreensões por parte dos cidadãos.

Entende o juiz conselheiro que o sistema judiciário está a ser "seriamente afetado com as notícias" sobre a paralisação dos tribunais devido à greve, mas acredita que ainda é possível reverter a situação.

"Tenho a convicção de que o momento do diálogo [entre o Ministério da Justiça e Associação Sindical dos Juízes] ainda se mantém. Sei que há divergências que se foram atenuando e que hoje são apenas de alguns pormenores. Estou convicto que o diálogo irá prosseguir", referiu.

António Joaquim Piçarra mostrou-se confiante que as duas partes chegarão "a uma solução em breve de modo a evitar que haja novas paralisações", e diz continuar disponível para ajudar a encontrar consensos.

"Mantenho a minha total disponibilidade para tentar aproximar as partes de modo a permitir que o diálogo prossiga e se encontre uma solução que evite novas paralisações", frisou.

Contudo, disse, caso os juízes cumpram os restantes dias de greve, constante no pré-aviso, ficará "muito mais preocupado" e o sistema de justiça sairá mais afetado.

"O sistema de justiça, essencial para o país, é seriamente afetado com as notícias que correm e com a instabilidade que vai gerando a greve, associada à dos funcionários judiciais", sustentou.

Questionado se os cidadãos comuns entendem a greve e as reivindicações dos magistrados, o juiz conselheiro diz compreender a dificuldade em entenderem os motivos da paralisação.

"Há duas perspetivas de entendimento: uma perceção interna entre juízes e a perspetiva dos cidadãos e, se internamente é entendível e compreensível, os cidadãos têm alguma dificuldade em a compreender e isso eu aceito".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8