Mariana Leitão solidarizou-se com o povo iraniano e criticou a posição do PS, acusando os socialistas de defenderem um regime ditatorial.
A presidente da IL disse estar incrédula por ver o PS "agachar-se a um regime assassino e ditatorial" no Irão e pediu ao Governo que avance com uma descida permanente do imposto sobre produtos petrolíferos (ISP).
No debate quinzenal com o primeiro-ministro, no parlamento, a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, solidarizou-se com o povo iraniano e criticou a posição do PS, acusando os socialistas de defenderem um regime ditatorial.
"E não deixa de nos deixar um pouco incrédulos quando vemos o Partido Socialista a dizer que Portugal se agachou aos Estados Unidos da América quando, na verdade, quem se está a agachar a um regime assassino, ditatorial, é o Partido Socialista. Um regime que mata, um regime que esmaga mulheres e as trata como se elas não fossem absolutamente nada", atirou a líder liberal, questionando ainda os socialistas se já se esqueceram do que "significa lutar pela liberdade".
Mariana Leitão perguntou também à bancada do PS o que faria em relação à utilização da Base da Lajes se estivesse no lugar do Governo PSD/CDS-PP.
Ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a líder da IL criticou o que disse serem respostas vagas em relação aos combustíveis e pediu ao chefe do executivo uma descida permanente do ISP, em vez de descidas ocasionais.
"Porquê que não acaba de uma vez, ou porquê que não baixa o viagem de uma vez com o ISP, como já há tantas vezes foi aqui trazido, em vez de andarmos sistematicamente em descontos provisórios cada vez que acontece qualquer coisa, ainda por mais numa circunstância em que as pessoas já estão a pagar muito?", inquiriu.
Sobre esta matéria, Montenegro respondeu argumentando que está a ser reduzido o IRS e o IRC e que o país "não pode simplesmente abdicar de toda a receita fiscal" e precisa de "sentido de equilíbrio, de justiça e de proteção do tal equilíbrio" que permite ao país "enfrentar situações de crise".
Na intervenção inicial, Mariana Leitão também pediu ao primeiro-ministro que esclarecesse qual será a reação do país perante uma eventual crise financeira internacional enquanto se mantém um "Estado pesado, excessivamente dependente e com um despesa estrutural fixa muito difícil de ajustar".
"No fundo, está preparado para responder aos desafios que Portugal vai enfrentar ou vai continuar a insistir no mesmo modelo de governação que já deu provas de que está esgotado?", rematou.
Sobre esta matéria, Montenegro respondeu que estão a ser desenvolvidas políticas "precisamente para habilitar o Estado a poder ser mais eficiente na gestão dos recursos públicos e estimular os recursos privados a serem mais produtivos" e considerou "um equívoco" dizer que o projeto do Governo está esgotado.
"Este projeto está não só pujante, está atuante e está a obter resultados. Exemplo disso é, por exemplo, a melhoria das condições de vida das pessoas. Em 2024 fomos o país da OCDE em que o rendimento das pessoas mais subiu por via da diminuição dos impostos e do aumento dos salários e em 2025 tivemos um aumento significativo do rendimento líquido das pessoas", argumentou.
Neste debate, Mariana Leitão acusou ainda o primeiro-ministro de governar com pouca coragem e com muito "calculismo político", uma acusação a que Luís Montenegro recusou: "Esse pretenso calculismo que me quer atribuir é um mito urbano, nós somos um governo reformista", disse.
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