Partido manifestou "profunda preocupação" com os episódios de falta de abastecimento de água.
A Iniciativa Liberal (IL) em Almada manifestou, este domingo, "profunda preocupação" com os episódios de falta de abastecimento de água neste concelho do distrito de Setúbal, afirmando que o colapso do sistema resulta de "décadas de gestão socialista e comunista".
De acordo com a IL/Almada, "os sucessivos episódios" de falta de abastecimento de água têm afetado os munícipes e empresas do concelho, particularmente numa altura de elevadas temperaturas e forte afluência de turistas a Almada.
Na quinta-feira, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada reconheceram que o concelho "está a viver um período de grande exigência no sistema de abastecimento de água", atribuindo o mesmo às temperaturas elevadas e ao aumento significativo da população sazonal no concelho, que "fizeram disparar o consumo de água".
Por isso, e para garantir que a distribuição de água em Almada é feita "de forma justa e equitativa por todas as localidades", os SMAS decidiram implementar "uma gestão solidária e rotativa da rede", que implica uma "redução estratégica da pressão em todo o concelho entre as 00:00 e as 06:00, com o objetivo de permitir, durante a noite, a recuperação das reservas nos depósitos".
Para a IL/Almada, o argumento dos SMAS de que o aumento sazonal do consumo explica a situação reforça o que "já há muito" está identificado, que "o sistema não está preparado para responder a uma realidade perfeitamente previsível".
"Todos os anos, Almada recebe dezenas de milhares de visitantes durante a época balnear. Não estamos, portanto, perante as consequências de um fenómeno inesperado, mas sim perante o resultado da falta de planeamento, de investimento e de uma gestão desadequada à realidade do concelho", criticou a IL.
Em comunicado, a IL afirmou que, durante mais de quatro décadas de governação dos partidos do atual executivo, sob gestão de PS e PCP, a modernização das infraestruturas de abastecimento "tem sido sucessivamente adiada", pelo que as redes envelheceram, a capacidade de resposta tornou-se "insuficiente" e os investimentos estruturantes foram substituídos por "soluções avulsas e reativas".
"Hoje, quem paga essa falta de visão são os cidadãos, as famílias e os comerciantes que ficam sem acesso a um bem essencial", expôs.
A situação torna-se "ainda mais preocupante" após notícias de que existem captações ilegais de água na rede pública, adiantou a IL, referindo que, caso se confirmem estas situações, "é indispensável que os SMAS atuem com rapidez".
"A incapacidade em prevenir ou combater estas práticas representa mais uma falha de gestão de um serviço público essencial", apontou, considerando também preocupante a forma de comunicação dos SMAS, com comunicados a apelar ao consumo responsável, "sem apresentarem um plano claro, prazos concretos ou soluções eficazes para minimizar os impactos sobre a população".
Defendendo que esta crise no abastecimento de água é "sintomática do esgotamento do atual modelo de gestão municipal", com falta de planeamento, incapacidade de antecipar necessidades e ausência de responsabilização, a IL reforçou que "é tempo de colocar a competência, a eficiência e a boa gestão no centro da administração dos serviços públicos".
"Os almadenses merecem um sistema de abastecimento resiliente, preparado para responder às necessidades do concelho durante todo o ano e gerido com rigor, transparência e responsabilidade. A água é um bem essencial e o seu abastecimento não pode estar refém do clima nem da improvisação do executivo", frisou.
Moradores de várias localidades do concelho de Almada têm relatado sucessivas falhas de água, tendo sido lançada uma petição que conta já com mais de três mil assinaturas, na qual os peticionários exigem medidas urgentes para minimizar os impactos da falta de água.
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