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Jornais destacam morte do "pai da democracia portuguesa"

Francês Libération tem um artigo assinado pelo diretor do jornal, Laurent Joffrin.

07 de janeiro de 2017 às 17:21

Pouco depois do anúncio da morte de Mário Soares, os principais jornais franceses noticiavam nas suas páginas online a morte do "pai da democracia portuguesa".

Sob o título "Mário Soares, o pai da democracia portuguesa, morreu", o Le Monde relembra que Soares foi uma "figura socialista de luta contra a ditadura salazarista" e que "é considerado como o pai da democracia portuguesa que ajudou a fundar após a 'Revolução dos Cravos' de 25 de abril de 1974".

O Le Monde recorda também que o antigo Presidente português esteve quatro anos exilado em França e que fez um "regresso triunfal a Lisboa depois da operação militar destinada a acabar com a ditadura herdada de Salazar", tendo "dirigido o primeiro Governo constitucional de Portugal após a ditadura" e "encaminhado Portugal para a via da adesão à Comunidade europeia".

O Le Figaro também noticia a morte de Mário Soares, indicando que ele era "frequentemente descrito como o pai da democracia portuguesa" e que "contribuiu de forma decisiva para a construção e integração europeia do seu país".

O Le Parisien escreve que Mário Soares "contribuiu para o surgimento da democracia em 1974 e para a integração europeia de Portugal", explicando que Soares teve um papel de destaque na "cena política portuguesa durante cerca de 40 anos".

O Libération, num artigo assinado pelo diretor do jornal Laurent Joffrin, titula "Morte de Mário Soares, um dos pais da democracia portuguesa".

"Até ao fim, ele defendeu uma Europa unida e cimentada pela sua fidelidade aos direitos do homem, onde Portugal tivesse o lugar do bom aluno da democracia", escreve Laurent Joffrin, depois de fazer a síntese da carreira de Mário Soares.

Em Espanha, a morte de Soares fez as manchetes dos dois principais jornais do país. O El País refere o antigo presidente da República como "o pai do Portugal contemporâneo" que lutou contra a ditadura de Salazar e a "deriva comunista" da revolução de Abril.

O El Mundo, que também dedica a manchete da edição online a Soares, refere o "europeísta e republicano".

Mário Soares, que morreu hoje aos 92 anos, desempenhou os mais altos cargos no país e a sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do PS e Presidente da República.

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