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João Soares, da Câmara à Assembleia

Ex-ministro da Cultura esteve quase sempre ligado à política.

08 de abril de 2016 às 13:57

João Barroso Soares faz parte da política portuguesa praticamente desde que nasceu, em 1949. Filho de Mário Soares e de Maria Barroso, depressa se envolveu no combate à ditadura que vigorava em Portugal nos anos 60, tendo sido expulso três vezes da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Nunca acabou o curso.

Em paralelo com a carreira política que foi construindo, Soares é também editor, trabalho que iniciou em 1975, com a Perspectivas & Realidades, que fundou com o diplomata Vítor Cunha Rego. 

Sempre ligado ao socialismo, é militante do Partido Socialista desde a sua fundação em 1973 e assume-se como membro ativo da Maçonaria portuguesa desde 1974. 

Exerceu diversos cargos públicos até ao momento: foi deputado na Assembleia da República pela primeira vez entre 1987 e 1990, voltando a São Bento em 2002, 2005 e 2009. Em Lisboa, foi vereador do Pelouro da Cultura de 1990 a 1995, ano em que se tornou presidente da Câmara Municipal, cargo que ocuparia até 2002. 

Também passou pelo Parlamento Europeu em 1994 e 1995. 

O seu papel no Partido Socialista assumiu nova relevância em 2004, altura em que se candidatou à liderança do partido. Acabaria por perder para José Sócrates. 

Foi Ministro de Costa, mas apoiou Seguro

João Soares voltou à ribalta em 2015 quando foi nomeado por António Costa para o XXI Governo Constitucional. Assumiu o cargo de Ministro da Cultura, função que, esta sexta-feira, abandona por demissão.

No entanto, Soares e Costa sempre estiveram em lados opostos da "barricada" socialista. Em maio de 2014 João Soares escreveu, a propósito da candidatura de Costa à liderança do PS, que "todos nós sabemos que isto é um processo de chantagem". Na altura, o ex-ministro da Cultura acusou o atual primeiro-ministro de "sebastianismo, de megalómano, de egocêntrico e um tanto messiânico".

Um mês depois, utilizou o Facebook para apoiar Seguro: "Quero António José Seguro candidato a Primeiro-Ministro em 2015. Contra a maior, e na minha modesta opinião, mais desleal campanha de "assassinato" político de que tenho memória no PS."

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