Eleição do ex-deputado era esperada e foi confirmada com a grande maioria dos votos.
O bloquista José Manuel Pureza foi este domingo consagrado novo coordenador do Bloco de Esquerda (BE), com a sua moção a conquistar 65 dos 80 lugares da Mesa Nacional, menos dois do que a anterior direção de Mortágua.
Segundo os resultados anunciados na 14.ª Convenção Nacional do BE, que termina este domingo no pavilhão municipal do Casal Vistoso, em Lisboa, a lista para a Mesa Nacional encabeçada por José Manuel Pureza obteve 384 votos, o que corresponde a 65 mandatos.
A moção S obteve 47 votos, correspondente a oito mandatos, seguindo-se a moção H com 26 votos e quatro mandatos e a B com 15 votos e três mandatos.
As cinco moções de orientação apresentadas na reunião magna bloquista foram votadas de credencial no ar, após as alegações finais.
A estratégia política para os próximos dois anos, encabeçada pelo antigo deputado e ex-vice-presidente da Assembleia da República, José Manuel Pureza, saiu vencedora, com 372 votos, correspondentes a cerca de 62%.
Entre os subscritores desta moção incluem-se a líder cessante, Mariana Mortágua, os principais dirigentes do partido e os fundadores Francisco Louçã, Fernando Rosas e Luís Fazenda.
Pureza defende "esquerda de pontes" e compromete-se com diálogo
O novo coordenador nacional defendeu uma "esquerda de pontes", que saiba dialogar e comprometeu-se a fazer "todos os diálogos necessários para que a esquerda reganhe iniciativa e força em Portugal".
"Queremos uma esquerda de pontes, que saiba dialogar, que encontre convergências, que nunca esqueça as prioridades, que olhe para o futuro, de que cada trabalhador e trabalhadora se sinta parte integrante. O que eu digo ao país é isto: aqui está uma esquerda de confiança, que não desiste de nada na luta pelo salário, pela casa, pelo hospital, pelo clima e pelos direitos que fazem de nós uma comunidade. Somos a vossa força pela igualdade e pela liberdade", advogou José Manuel Pureza.
Num discurso no qual apelou à união, Pureza comprometeu-se a fazer "todos os diálogos necessários para que a esquerda reganhe iniciativa e força em Portugal".
Na ótica do novo coordenador nacional bloquista e antigo vice-presidente da Assembleia da República, o tempo atual exige "uma recusa clara do sectarismo e a junção de forças não só para combater a ofensiva das direitas, mas para lhe contrapor uma contra-ofensiva dos direitos, da igualdade e daquilo que nos faz grandes que é sermos comunidade".
"Nas ruas e onde mais for preciso, o Bloco não se poupará a esforços para juntar toda a gente que quer mais do que resistir porque quer mudar a vida e a política e a quer mudar mesmo. Não será por causa do Bloco que a construção dessa alternativa da esperança ficará por construir", realçou.
O novo líder defendeu ainda que o partido "precisa mesmo de mudar o funcionamento interno" para juntar à democracia formal a "participação militante que a concretiza".
No discurso que encerrou a convenção, José Manuel Pureza defendeu que esta reunião-magna dos bloquistas convoca todos para construir partido com "mais militância, mais bem organizada, mais escuta, mais democracia e melhor entrosamento com as lutas e os movimentos".
"Digo-vos o que penso, sem hesitações ou tibiezas: o Bloco precisa mesmo de mudar o seu funcionamento interno, para juntar à democracia formal de que nos orgulhamos a participação militante que a concretiza", afirmou.
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