LÍDERES POLÍTICOS COM NEGATIVA

Os portugueses voltam a colocar o PS à frente nas intenções de voto - 36,7 contra 34,4 por cento para o PSD -, retomando os socialistas a liderança perdida em Setembro. Uma sondagem realizada antes da divulgação de escutas telefónicas envolvendo líderes socialistas.
20.10.03
  • partilhe
  • 0
  • +
O caso da 'cunha' que envolveu os ex-ministros Pedro Lynce e Martins da Cruz foi mais prejudicial para o Governo do que toda a polémica em torno da saída de Paulo Pedroso do EPL foi para o PS. Quem também subiu foi o CDS-PP, que voltou a repetir o máximo de intenções de voto, igualando o mês de Fevereiro - 4,6 por cento.
No entanto, o eleitorado popular divide-se nas intenções - 19,2 para o CDS e 18,4 para o PSD. 46,6 por cento do eleitorado do PSD voltaria a votar nos sociais-democratas, enquanto 12,9 votariam no PS. Ao invés, apenas 7,3 % dos que votaram PS optariam por dar votos ao PSD - 49,8 repetiriam a escolha de 2002. Realce para a percentagem de indecisos - 11,1 por cento, o máximo do ano.
DURÃO EM QUEDA
No que concerne às notas atribuídas aos líderes partidários, Francisco Louçã (BE) continua tranquilo na liderança (12,1). Notas negativas têm Ferro Rodrigues, que apesar da queda de Durão apenas subiu uma décima, Durão Barroso (que teve uma queda de dez para 8,6 valores) e Paulo Portas, que apesar de se manter em último lugar, subiu a sua graduação - de 6,7 para 8,1 valores.
Durão só consegue pontuação positiva junto do eleitorado laranja - 13,1 - e popular - 11,6. Curiosamente, o eleitorado socialista dá melhor nota a Louçã (13,7) que a Ferro (11,9) e mesmo quem votou no CDS-PP coloca o líder bloquista logo atrás de Paulo Portas (12,4 contra 13 valores).
GOVERNO PIOROU ACTUAÇÃO
Os portugueses estão divididos em relação às mais ou menos-valias que as novas ministras do Executivo, Teresa Patrício Gouveia nos Negócios Estrangeiros e Maria da Graça Carvalho na Ciência e Ensino Superior, trazem ao Governo. A prová-lo está o facto de 31,2 por cento dos inquiridos considerar que depois da remodelação governamental o Governo ficou igual, 29,7 que ficou mais forte e 26,1 mais fraco.
A última quinzena de Setembro e a primeira de Outubro foram fatais para o Governo. As expectativas em relação à actuação do Governo pioraram - de 47,8 para 53,7-, diminuindo a percentagem de portugueses que consideram que a actuação do Governo é melhor que a esperada - de 14,9 para 8,6. O eleitorado socialista é o que mostra o cartão mais avermelhado ao Executivo de Durão- 68,4 por cento considera a actuação pior que o esperado.
FICHA TÉCNICA
Objecto: Intenção de voto legislativo, Expectativas no Governo, Avaliação dos Líderes Partidários, Remodelação do Governo. Universo: Eleitores residentes em Portugal em lares com telefone fixo.
Amostra: aleatória estratificada por região, habitat, sexo, idade, actividade, instrução e voto legislativo, com 601 entrevistas telefónicas (342 a mulheres).
Respostas: Taxa de resposta de 86,5 %. Desvio padrão máximo de 0,020. Realização: 15 e 16 de Outubro de 2003, para o Correio da Manhã pela Aximage, com a direcção técnica de Jorge de Sá e Luís Reto.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!