Ainda esta quarta-feira, Paulo Rangel condenou a atuação das autoridades israelitas e apelou à "libertação imediata" dos cidadãos nacionais que seguiam na flotilha humanitária.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, condenou a ação de Israel contra ativistas da flotilha humanitária que seguia até Gaza para entregar ajuda humanitária e falou até na possibilidade de apoiar a suspensão parcial do acordo da União Europeia com Israel.
“Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel. Veremos nos próximos encontros se há alguma evolução nesse domínio”, disse em declarações captadas pela RTP a partir de Andorra onde está em visita oficial.
Ainda esta quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, condenou o "comportamento intolerável" do ministro israelita Ben-Gvir, depois de este ter partilhado imagens dos ativistas a serem forçados a ajoelhar-se pelas autoridades israelitas. "Portugal condena veementemente o comportamento intolerável do Ministro israelita Ben Gvir e o tratamento infligido aos ativistas da flotilha em humilhante violação da dignidade humana. O Governo português tem estado em permanente contacto com as autoridades israelitas para garantir a libertação imediata dos cidadãos nacionais, com garantias de proteção, que agora se torna ainda mais urgente", pode ler-se num comunicado do MNE.
As Forças Armadas de Israel concluíram na terça-feira a interceção dos últimos barcos da flotilha humanitária, após dois dias de operações contra quase 50 embarcações que tentavam chegar à Faixa de Gaza com mais de 400 ativistas a bordo, entre os quais dois médicos portugueses.
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